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Justiça

STF barra trechos de decisão do TST consideradas abusivas pelos Correios

Entre as decisões consideradas abusivas pelas estatal estão vale-refeição extra, custeio integral do plano de saúde e adicional de férias de 70%

STF barra trechos de decisão do TST consideradas abusivas pelos Correios

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu suspender trechos de uma decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que obrigavam os Correios a conceder benefícios acima do que prevê a legislação trabalhista.

Segundo O Globo, alguns trechos se tratavam de um vale-alimentação extra, adicional de férias de 70% e pagamento de 200% para trabalho em dias de descanso.

A suspensão foi concedida após pedido da própria estatal e vai ser analisada pelo plenário do STF. As regras da decisão ficam sem validade até o julgamento final.

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Por que essa obrigação existia?

As cláusulas tinham sido definidas pelo TST no fim de 2024, durante o julgamento de um dissídio coletivo aberto após uma greve dos funcionários.

Além de um reajuste salarial de 5,1%, o tribunal determinou a concessão de benefícios adicionais aos empregados dos Correios.

A empresa argumentou na época ao Supremo que o TST ultrapassou limites com as obrigações e que não estão previstas em lei.

Um dos pontos questionados foi o pagamento de um vale-refeição extraordinário, que, segundo os Correios, teria valor médio de R$ 2,5 mil por empregado e impacto total de R$ 213 milhões.

O que mais foi suspenso por Moraes?

Outro item suspenso é o custeio integral do plano de saúde dos trabalhadores pela estatal. As informações apresentadas ao STF apontam que a medida gera um custo anual de R$ 1,4 bilhão, além de uma obrigação pós-emprego estimada em R$ 2,7 bilhões até setembro de 2025.

Também foi suspensa a cláusula que prevê adicional de 200% para trabalho em dias de repouso semanal. Para os Correios, o percentual fixado pelo TST ultrapassa o que é permitido por lei.

A regra que determinava o pagamento de adicional de férias de 70%, acima dos 30% previstos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), também foi vetada. Os Correios dizem que a cláusula pode ter impacto financeiro de R$ 272,9 milhões.

Moraes afirmou na decisão que os argumentos apresentados pelos Correios indicam uma possível extrapolação do poder normativo da Justiça do Trabalho, o que justificaria a suspensão das medidas até a análise final do Supremo.

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