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Política

Caso Banco Master vira combustível político no ano eleitoral, avalia Cristiano Noronha

Especialista aponta intensificação do debate público, avanço de iniciativas institucionais e cenário de instabilidade

Caso Banco Master vira combustível político no ano eleitoral, avalia Cristiano Noronha

Os efeitos do episódio envolvendo o Banco Master seguem se ampliando em Brasília e já impactam o debate político nacional. A avaliação é de Cristiano Noronha, vice-presidente da Arko Advice, que vê o assunto como combustível para disputas neste período pré-eleitoral.

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Em entrevista ao programa WW, ele afirmou que o tema tende a permanecer no centro das atenções: “É um prato cheio para quem está politizando isso em ano eleitoral, por isso eu não acredito que a gente vai ver esse assunto esfriando. Pelo contrário, a expectativa é de que aumente cada vez mais”.

A leitura do analista é de que o noticiário frequente impede qualquer arrefecimento do caso. “A todo momento surge alguma revelação nova. E não são revelações triviais, são revelações muito embaraçosas para o Supremo Tribunal Federal“. As informações são da CNN Brasil.

Pressões se espalham no cenário político

Segundo Noronha, o ambiente político já começa a reagir de forma mais direta. Um novo pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes foi protocolado, ampliando a tensão em torno do Supremo.

Além disso, um deputado acionou a Procuradoria-Geral da República para investigar a suspeita de tráfico de influência envolvendo o ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski no contexto do caso.

O tema também chegou ao Distrito Federal. Em Brasília, parlamentares da oposição apresentaram um pedido de impeachment contra o governador Ibaneis Rocha, relacionando a iniciativa ao Banco Master.

Destino do processo e novos possíveis desdobramentos

O analista avalia que existe a possibilidade de o processo deixar o Supremo Tribunal Federal. De acordo com ele, o presidente da Corte, Edson Fachin, indicou em entrevista que a tendência seria remeter o caso à primeira instância.

Na visão de Noronha, esse movimento poderia ser entendido como uma tentativa de reduzir a pressão concentrada no STF. Ainda assim, ele ressalta que o envolvimento recorrente de autoridades com foro privilegiado dificulta esse caminho.

Mesmo após o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, descartar um acordo de delação premiada, o vice-presidente da Arko Advice considera que outros personagens podem decidir colaborar. Para ele, essa hipótese manteria o caso em evidência e abriria espaço para novas revelações.

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