Na noite da última quinta-feira (29), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, quebrou o sigilo judicial do caso do Banco Master, do qual ele é relator. Segundo O Globo, uma ala dos magistrados do STF avaliam a medida como positiva após tensões e críticas sobre a condução do processo.
Alguns colegas de Toffoli notam que a liberação dos depoimentos recolhidos pela Polícia Federal em dezembro faz parte de um esforço para esclarecer os questionamentos sobre as investigações comandadas pelo ministro.
Acusações indicam que o relator supostamente possui familiares envolvidos no caso Master e que ele não deveria conduzir as apurações, devolvendo-as à primeira instância da Justiça de Brasília.
Além disso, ainda de acordo com O Globo, a avaliação entre os integrantes do Supremo é de que a nota emitida pelo gabinete de Toffoli na última quinta com esclarecimentos sobre o caso ajudou a imagem do ministro e, por consequência, do STF.
O texto explicou algumas decisões e indicou que o ministro não desconsidera a possibilidade de devolver a investigação, total ou parcialmente, para a primeira instância.
Mesmo com as novas medidas, uma parte dos colegas de Toffoli ainda questionam se ele deveria seguir no caso e que ele precisaria explicar suas conexões com a instituição financeira.
Os vídeos de depoimentos mostraram mais detalhes sobre o que foi revelado nas oitivas do dia 30 de dezembro de 2025, além da acareação do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o presidente afastado do BRB, Paulo Henrique Costa.
No comunicado de Toffoli, foi indicado que o ministro teria assumido o inquérito do Master como relator por “sorteio” e sem questionamento por parte da Procuradoria-Geral da República (PGR).

