O Grupo Fictor entrou com um requerimento de recuperação judicial das empresas Fictor Holding e Fictor Invest no último domingo (01). Segundo a empresa, a piora da situação financeira das companhias foi deteriorada em meio a “crise reputacional” gerada pela tentativa de compra do Banco Master.
Em justificativa, a empresa comunicou que a ação é uma tentativa de “equilibrar a operação e assegurar o pagamento dos compromissos financeiros”. Além disso, afirmou que o objetivo é quitar as contas em até 180 dias para suspender cobranças e bloqueios.
Qual a relação da Fictor com o Master?
A Fictor se envolveu em polêmicas após anunciar uma proposta para adquirir o Banco Master um dia antes da liquidação extrajudicial determinada pelo Banco Central. Na oportunidade, o órgão monetário negou a venda diante do cenário em que a instituição passava.
“Com a decretação da liquidação da instituição pelo Banco Central, um dia após o anúncio da aquisição, a reputação do grupo foi atingida por especulações, que geraram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding”, disse a instituição em nota.
Segundo a CNN, até a véspera da liquidação extrajudicial do Master, a Fictor embolsou cerca de R$ 3 bilhões em aportes. Desde novembro até o final de janeiro deste ano, 71% desse montante foi solicitado de volta pelos clientes.
Ainda, o grupo indica que também precisou enfrentar corte e revisão de diversos de contratos comerciais, como foi o caso dos ativos “estratégicos” que precisaram ser liquidados para recompor o planejamento da instituição.
Fornecedores e stakeholders também pediram esclarecimentos sobre a estrutura do Grupo Fictor, incluindo quem são beneficiários finais, sociedades e informações mais detalhadas sobre a possível aquisição do Banco Master.
“Assim, os desdobramentos do caso Banco Master desencadearam um efeito em cadeia sobre a Fictor, marcado por perda de confiança, exposição negativa contínua, retração de parceiros, corrida por retiradas e o consequente impacto direto no fluxo de caixa operacional da empresa, exigindo ajustes emergenciais de liquidez e reestruturação operacional como um todo”, aponta.

