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Justiça

“Não somos livres para dar opiniões políticas eleitorais”, diz Toffoli sobre a magistratura

O comentário surgiu em julgamento sobre a disciplina de juízes em redes sociais

“Não somos livres para dar opiniões políticas eleitorais”, diz Toffoli sobre a magistratura

Em meio ao julgamento de uma ação sobre uma resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que disciplina a participação de juízes e desembargadores em redes sociais, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli fez comentários sobre o comportamento de magistrados.

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Nesta quarta-feira (04), ele declarou que juízes não possuem liberdade para dar opiniões político-eleitorais. Para ele, na carreira jurídica, há restrições específicas que precisam ser respeitadas. As informações são do g1.

“Na magistratura, não somos livres para dar opiniões políticas eleitorais”, disse Toffoli.

O julgamento em relação à conduta de magistrados nas redes sociais se dá em meio às discussões no STF para a aplicação de um Código de Ética.

O grande defensor da pauta é o presidente da Corte, Edson Fachin, que foi recebido com algumas críticas da Corte, mas pode minimizar as tensões entre os Poderes, colocadas em evidência durante o processo de investigação do Banco Master com Toffoli como relator do caso.

Ainda na sessão desta quarta, o ministro Alexandre de Moraes comentou que postar conteúdos nas redes sociais é um comportamento “incompatível” com o magistrado.

“Havia magistrada que não aparecia na comarca para trabalhar […] Havia outro que ensinava como os advogados deviam defender as causas. outros magistrados queriam ser influencers. Isso é incompatível”, disse Moraes.

Para Moraes, não há no serviço público uma carreira com tantas restrições quanto a magistratura. Em sua visão, parte das críticas ao Judiciário decorre de desconhecimento ou má-fé.

Fachin busca implementar o Código de Conduta

Institucionalizar as novas regras éticas da Corte Suprema é um dos principais planos da gestão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin.

Mesmo com apoio da maioria, a criação do código enfrenta críticas, sob o argumento de que 2026 é um ano eleitoral. Apesar disso, o presidente defende a necessidade de autolimitação, antes que o tribunal sofra restrições externas.

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