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Política

Radar político: as principais notícias sobre Lula, STF e a corrida eleitoral

No campo eleitoral, o governo enviou sugestões ao Tribunal Superior Eleitoral para endurecer regras contra deepfakes

Radar político: as principais notícias sobre Lula, STF e a corrida eleitoral

As principais notícias do cenário político desta semana envolvem articulações eleitorais do presidente Lula, disputas internas na direita, decisões do Supremo Tribunal Federal e novos focos de desgaste no Judiciário.

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O presidente Lula afirmou que o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), têm papel estratégico nas eleições em São Paulo, maior colégio eleitoral do país. Embora nenhum dos dois demonstre interesse em disputar cargos no estado, Lula indicou que conta com aliados fortes para impulsionar sua campanha à reeleição. “Eles sabem que têm papel para cumprir em São Paulo”, disse o presidente em entrevista ao UOL, segundo a Folha de S.Paulo.

Em outro movimento, Lula admitiu pela primeira vez a possibilidade de não manter Alckmin como vice em uma eventual chapa de reeleição. A sinalização ocorre no momento em que o PT tenta atrair o MDB para uma aliança nacional. Segundo O Globo, Lula passou a indicar que Haddad, Alckmin ou a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), podem disputar o governo paulista, como forma de manter o jogo aberto e dificultar a estratégia dos adversários.

Na direita, o PL decidiu lançar Carlos Bolsonaro ao Senado por Santa Catarina e comunicou à deputada Caroline de Toni que ela não integrará a chapa. A parlamentar, apoiada por Michelle Bolsonaro, deve se filiar ao Novo para disputar a vaga. A decisão expôs um racha no campo bolsonarista e agravou a divergência entre Carlos e Michelle, que voltou a se manifestar publicamente em apoio a De Toni (Folha de S.Paulo).

No Judiciário, o STF formou maioria para validar o aumento de pena para crimes contra a honra cometidos contra servidores públicos e presidentes dos Três Poderes em razão do cargo. Prevaleceu a tese apresentada pelo ministro Flávio Dino, que defendeu a necessidade de proteção adicional às instituições públicas. A posição foi acompanhada por Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, Nunes Marques e Dias Toffoli (Folha de S.Paulo).

Também em entrevista ao UOL, Lula defendeu a discussão sobre a criação de mandatos para ministros do Supremo Tribunal Federal. Para o presidente, não é razoável que um magistrado possa permanecer na Corte por até 40 anos. Lula afirmou que o tema deve ser debatido no Congresso e lembrou que a proposta já constava no programa do PT em 2018 (Folha de S.Paulo).

O debate sobre a conduta de ministros do STF ganhou força após levantamento mostrar a atuação de familiares diretos de magistrados em dezenas de processos na Corte e em tribunais superiores. Segundo O Globo, há propostas em análise para a criação de um Código de Conduta, sob relatoria da ministra Cármen Lúcia, com o objetivo de ampliar a transparência e evitar conflitos de interesse.

Apesar disso, o presidente do STF, Edson Fachin, adiou um almoço que discutiria o tema, avaliando o risco de baixa adesão. Ministros afirmaram que o debate está desgastado e que não há clima para avançar sem diretrizes mais claras da presidência e da relatora (O Globo).

No campo eleitoral, o governo enviou sugestões ao Tribunal Superior Eleitoral para endurecer regras contra deepfakes e uso de inteligência artificial nas campanhas. Entre as propostas estão a responsabilização de plataformas e empresas de IA, a proibição de chatbots que orientem votos e regras mais rígidas para remoção de perfis durante o período eleitoral (Folha de S.Paulo).

Outro tema sensível envolve o ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski, que adquiriu, em 2024, um imóvel de R$ 9,4 milhões pertencente a um empresário investigado por sonegação bilionária no setor de combustíveis. O imóvel acabou bloqueado pela Justiça Federal meses depois, no desdobramento das investigações (Estadão).

Por fim, no Superior Tribunal de Justiça, ministros avaliam o afastamento do magistrado Marco Buzzi após acusação de importunação sexual. A tendência é que ele seja aposentado compulsoriamente após a conclusão da sindicância. Apesar de negar as acusações, a defesa apresentada pelo ministro gerou estranhamento entre parte da Corte (Folha de S.Paulo).