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Foragido nos EUA, Ramagem participa de audiência via videoconferência

Ex-deputado enfrenta processo por três crimes incluindo aos atos de 8 de janeiro de 2023

Foragido nos EUA, Ramagem participa de audiência via videoconferência

A audiência durou pouco menos de uma hora e foi conduzida por uma juíza auxiliar ligada ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes, relator do processo. Ramagem participou do interrogatório acompanhado de seu advogado, conforme registro incluído no processo nesta sexta-feira (6).

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Segundo o G1, o depoimento ocorreu após decisão do ministro de reabrir a ação penal contra Ramagem por acusações relacionadas ao período em que ele já exercia o mandato de deputado federal.

O processo envolve crimes de dano qualificado e de deterioração de patrimônio tombado, associados aos atos de 8 de janeiro de 2023.

A tramitação havia sido interrompida por decisão da Câmara dos Deputados, mas foi retomada depois que a Mesa Diretora cassou o mandato de Ramagem em 2025.

Foragido nos EUA

Em setembro de 2025, Ramagem foi condenado a 16 anos de prisão por: abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa. Todos cometidos antes de assumir o mandato.

Antes do mandado definitivo de prisão, ele deixou o país e passou a viver nos Estados Unidos. No fim de janeiro, o Ministério da Justiça informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o pedido de extradição de Ramagem foi oficialmente encaminhado ao governo dos Estados Unidos, determinada por Alexandre de Moraes em dezembro.

Segundo a Polícia Federal, Ramagem deixou o Brasil pela fronteira com a Guiana sem registro migratório. De Georgetown ele foi para os Estados Unidos. De acordo com as investigações ele usou um passaporte diplomático, mesmo com ordem judicial para o cancelamento do documento.

Aliados, segundo o G1, dizem que Ramagem verifica a possibilidade de pedir asilo político. Isso pode atrasar a análise do pedido de extradição.

Enquanto isso, na Câmara…

Quando a Procuradoria-Geral da República denunciou Ramagem e outros sete investigados apontados como o núcleo central da tentativa de golpe, a Câmara dos Deputados precisou decidir se o processo poderia seguir adiante.

A maioria dos parlamentares optou por suspender toda a ação. O Supremo Tribunal Federal, porém, reviu a decisão e estabeleceu que Ramagem só ficaria livre de responder pelos fatos ocorridos depois da diplomação enquanto ainda tivesse mandato.

Com a cassação, o processo voltou a andar por determinação do ministro Alexandre de Moraes, em dezembro do ano passado.

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