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Política

CPMI do INSS convoca deputado maranhense e empresário para depoimento no Senado nesta segunda-feira (09)

Convocados para falar sobre descontos indevidos em benefícios, os dois devem comparecer sob risco de condução coercitiva

Entenda a decisão que anulou quebra de sigilo de Lulinha e de outros investigados pela CPMI do INSS

Nesta segunda-feira (09) Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social marcou a oitiva do deputado estadual do Maranhão Edson Araújo.

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Além do parlamentar presta depoimento o empresário Paulo Camisotti, apontado como peça relevante na cadeia de descontos aplicados a beneficiários. As informações são da Agência Câmara de Notícias.

O presidente do colegiado, senador Carlos Viana, informou que ambos foram oficialmente notificados. Caso não compareçam, a comissão poderá requisitar condução coercitiva para garantir a presença.

O parlamentar maranhense é investigado pela Polícia Federal no âmbito da Operação Sem Desconto. Já o empresário é descrito pelos investigadores como um dos pontos finais do fluxo financeiro ligado às cobranças irregulares.

A audiência está marcada para as 16 horas, no plenário 2 da ala Nilo Coelho, no Senado, e contará com possibilidade de participação popular por meio de envio de perguntas.

Ausência de Maurício Camisotti e decisão do STF

O empresário Maurício Camisotti, pai de Paulo Camisotti, não prestou depoimento à comissão apesar de ter sido levado de São Paulo a Brasília. Segundo o presidente da CPMI, o deslocamento ocorreu na expectativa de que ele fosse ouvido.

A situação mudou após decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou facultativa a presença do investigado. Com isso, a comissão precisou devolvê-lo ao presídio sem realizar a oitiva.

O senador relatou que a comunicação da decisão chegou oficialmente ao colegiado quando o empresário já estava na capital federal.

Quebras de sigilo e pedidos de medidas judiciais

Como divulgado pelo O Brasilianista, a CPMI aprovou dezenas de requerimentos relacionados à investigação das fraudes.

Entre eles, pedidos de quebra de sigilo fiscal de servidores do INSS, de familiares e de empresas associadas aos descontos aplicados a aposentados e pensionistas.

Ao todo, foram 57 requerimentos aprovados, sendo a maioria destinada ao acesso a informações financeiras.

Propostas que envolviam dados do Banco Master ficaram para análise posterior devido ao volume de informações solicitadas.

O colegiado também autorizou a solicitação de prisão preventiva e a retenção de passaportes de sete investigados apontados como participantes do esquema.

Filhos de investigados e empresas na mira

O relatório de inteligência financeira relacionado a Paulo Camisotti será compartilhado com a comissão para detalhar movimentações consideradas atípicas.

Além disso, os parlamentares aprovaram acesso a dados de empresas e de um escritório de advocacia ligado a familiares de ex-dirigentes do INSS investigados por participação no esquema.

A intenção, segundo o relator, é compreender como o fluxo financeiro se estruturou entre associações, empresas e pessoas físicas envolvidas nas cobranças indevidas.

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