Em 2025, a atividade turística brasileira apresentou alta recorde, com registro do maior patamar em 14 anos. Os dados da Pesquisa Mensal de Serviços, divulgados nesta quinta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam que no período houve alta de 4,6% em relação ao ano de 2024.
Os números mostram que houve recuperação da atividade após a pandemia de Covid-19. Apenas os resultados de dezembro de 2025 mostram alta de 13,8% em comparação com o pré-pandemia.
Passagens áereas e hospedagem
O levantamento analisou 22 das 166 atividades dos serviços relacionados ao turismo. Segundo informações do IBGE, o aumento foi influenciado pelos avanços de receita geradas por empresas de transporte aéreo de passageiros; serviços de bufê; serviços de reservas relacionados a hospedagens e hotéis.
Dos estados do país, os que mais registram crescimento nas atividades turísticas foram o Rio de Janeiro, em primeiro lugar, com crescimento de 10,8%, seguido por São Paulo, com alta de 3,9, Rio Grande do Sul, que teve crescimento de 6,6%, e Paraná, com 5,5%. Apesar disso, algumas unidades da federação apresentaram retração, como Minas Gerais, que teve redução de 4,4%, Mato Grosso, com queda de 1,2%, e Goiás, com menos 0,4%.
Ao todo foram analisados 17 estados, entre eles estão: Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás, Distrito Federal, Amazonas, Pará, Mato Grosso, Alagoas e Rio Grande do Norte.
Queda nos serviços
O volume de serviços finalizou o ano de 2025 com alta de 2,8%, mas com baixa repentina em dezembro, apresentando recuo de 0,4%. O resultado negativo no últimos mês do ano foi resultado principalmente da queda de 3,1% dos transportes, com destaque para queda de de 1,7% no transporte terrestre, 1,4% no aquaviário e queda de 5,5% no aéreo.
Entre os resultados positivos dos serviços, houve crescimento principalmente nos setores de informação e comunicação, que alcançou alta de 6,8%, bem como resultado positivo para serviços profissionais, administrativos e complementares, com aumento de 4,4%.
Segundo o IBGE, o movimento positivo na informação e comunicação foi resultado do aumento da receita em desenvolvimento e licenciamento de softwares, assim como houve o desenvolvimento de programas de computador sob encomenda, atividades de TV aberta e consultoria em tecnologia da informação. Os resultados apresentam o crescimento também de portais, que têm promovido conteúdos informacionais e outros serviços de informação na internet.
Em comparação com 2024, 22 das 27 unidades da federação tiveram aumento do volume de serviços. O Distrito Federal foi o que apresentou maior atividade, com crescimento de 7,0%. Em segundo lugar ficou o estado de São Paulo, que apresentou aumento de 4,2% e o Rio de Janeiro, com 1,7% de alta.

