Em comunicado divulgado nesta quinta-feira (12), a Petrobras anuncia que desistiu de comandar integralmente a companhia petroquímica Braskem. Segundo a empresa, em uma reunião realizada na última quarta-feira (11) o Conselho de Administração da Estatal se debruçou sobre a chamada “Transação”.
O foco dessa operação é a possível transferência das ações da Braskem que hoje estão nas mãos da NSP Investimentos (empresa controlada pela Novonor) para o Shine I Fundo de Investimento em Direitos Creditórios de Responsabilidade Limitada (FIDC).
Com o avanço dos negócios, o Conselho deliberou que a Petrobras não vai fazer uso do Direito de Preferência e nem do Tag Along, ferramentas que estão previstas no atual Acordo de Acionistas da Braskem. O colegiado também sinalizou que a Diretoria Executiva tome todas as medidas que forem precisas para viabilizar essa decisão, seguindo as premissas discutidas.
Entenda o cenário
De acordo com a Agência Brasil, pelo acordo entre os sócios, a Petrobras hoje possui 47% das ações com direito a voto e na prática teria a prioridade para comprar a parte da Novonor (o direito de preferência). Outro caminho seria usar o “tag along”, um mecanismo de mercado, que permite à estatal vender a sua própria participação para esse novo investidor que está entrando no negócio.
Mas com o comunicado, a Petrobras não vai aumentar sua fatia e nem sair da empresa. A estatal continua como sócia, mas sem dar o passo para ter controle sobre a Braskem. Nos últimos meses, membros da própria diretoria da Estatal deram declarações públicas elogiando bastante o potencial de mercado da Braskem.
Além das ações
A Petrobras já tem uma conexão com a Braskem de longa data já que também é a maior fornecedora da petroquímica. Em dezembro de 2025, ambas renovaram contratos de fornecimento de matéria-prima que, considerando o valor atual do dólar, somam mais de R$ 90 bilhões. Os prazos chegam a 11 anos.
A Braskem, hoje possui fábricas operando no Brasil, Estados Unidos, Alemanha e México. A petroquímica conta com um time de aproximadamente 8 mil funcionários e exporta para clientes em mais de 70 países.
Petrobras tem o melhor ano em anos
O Brasilianista destacou na última quarta-feira (11), que a Estatal superou suas metas com uma produção de 2,99 milhões de barris por dia (alta de 11%), batendo recordes históricos no pré-sal e nas exportações em 2025.
Com a adição de 1,7 bilhão de barris às suas reservas, a estatal garantiu autonomia de extração por mais 12,5 anos.
O essencial da operação:
- Eficiência: Novas plataformas (como a Almirante Tamandaré) e a interligação de 77 poços impulsionaram o volume comercial acima do teto previsto.
- Mercado Interno: As vendas cresceram 1,6%, com o querosene de aviação atingindo o melhor nível em seis anos.
- Logística e Exportação: Recorde anual de vendas externas (765 mil bpd) e início da distribuição de Diesel R5 em Guarulhos.
- Refino: As refinarias operaram com 91% de capacidade, focando em produtos de alto valor (diesel e gasolina) e entregando o primeiro combustível sustentável de aviação (SAF) do país.

