O Supremo Tribunal Federal teve movimentações importantes no caso Banco Master, com a saída de Dias Toffoli da relatoria e a escolha de André Mendonça como novo relator. O Banco de Brasília e o FGC negociam estratégias para lidar com rombo do Master. No setor financeiro, o Banco do Brasil enfrentou aumento recorde da inadimplência no agronegócio.
STF e o caso Banco Master
O ministro André Mendonça foi designado como novo relator do processo envolvendo o Banco Master, após decisão do plenário do STF que retirou a relatoria de Dias Toffoli. A escolha de Mendonça ocorreu por sorteio, excluindo apenas Toffoli e o presidente do tribunal, Edson Fachin. O novo relator já atua em outro inquérito de grande repercussão sobre fraudes em descontos de aposentados e pensionistas do INSS (Folha).
A saída de Toffoli, segundo a Folha, foi decidida após pressão e desgaste coletivo: inicialmente, ele havia descartado deixar o caso, comparando a saída a uma “admissão de culpa”. O relatório da Polícia Federal, entregue ao STF, apontou indícios de crimes envolvendo Toffoli e suas relações com o Banco Master, além de questionar sua imparcialidade. O ministro também admitiu ser sócio da Maridt, empresa acionista do resort Tayayá, no Paraná, em operação ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro (Estadão – p.B2).
BRB e Fundo Garantidor
O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) sinalizou interesse em assumir parte limitada de empréstimo ao BRB na tentativa de reestruturação, após o rombo causado pelas operações ligadas ao Master. O restante seria financiado por um consórcio de bancos privados, com o objetivo de mitigar o risco de novos aportes do FGC, que já bancou até R$ 46,9 bilhões em liquidações do Master e do Will Bank (Folha).
Orçamento das estatais
O governo projeta déficit primário de R$ 1,074 bilhão nas estatais em 2026. Excluindo Petrobras e ENBPar, o rombo sobe para R$ 15,308 bilhões, descontando R$ 4,234 bilhões de investimentos no PAC e R$ 10 bilhões para empresas com planos de reequilíbrio econômico-financeiro. A inclusão dessas exceções visa reduzir o impacto da crise dos Correios no orçamento (O Globo – p.15).
Banco do Brasil e agronegócio
A presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, atribuiu parte da queda do lucro em 2025 ao aumento da inadimplência no setor agropecuário, que ficou cerca de 500% acima da média histórica. Ela destacou que o ano foi desafiador, especialmente após 2024 ter registrado o maior resultado da história do banco (O Globo – p.16).
Câmara e jornada de trabalho
O presidente da Câmara, Hugo Motta, enviou à CCJ uma PEC que propõe reduzir a jornada de trabalho de 44 para 36 horas semanais, organizadas em esquema 4×3. A decisão gerou reação do governo, que divergente do formato, avalia o impacto da pauta em ano eleitoral (Estadão – p.B9).
Mercado e saneamento
O setor de saneamento poderá movimentar cerca de R$ 20 bilhões em ofertas de ações (IPOs) em 2026, incluindo privatizações e aberturas de capital da Copasa, BRK Ambiental e Aegea. Segundo Anderson Brito, do UBS BB, há forte interesse de investidores estrangeiros no setor, que não via grandes IPOs há mais de quatro anos (Valor).
Comércio exterior e Mercosul
Na Argentina, a Câmara aprovou o acordo de livre comércio do Mercosul com a União Europeia, passo necessário antes do envio ao Senado. O tratado prevê eliminação de tarifas em 92% das exportações do bloco, alcançando US$ 61 bilhões e podendo elevar as exportações argentinas em até 122% em dez anos, principalmente nos setores de energia, mineração, lítio e hidrocarbonetos (Folha).

