O pregão da última quinta-feira (12) foi marcado por um recuo do Ibovespa, que encerrou o dia no campo negativo. O principal motivo da queda foi o movimento de investidores realizando lucros em grandes empresas como Itaú Unibanco e Petróleo.
Na quarta-feira (11), a bolsa vivia um cenário oposto, batendo seu 11º recorde nominal de 2026 e rompendo os 190 mil pontos pela primeira vez. Até aquele momento, a valorização anual era de 13,6%, fruto da entrada massiva de capital estrangeiro no país.
Segundo a Infomoney com as informações da Reuters, o cenário mudou com a pressão vendedora em Petrobras e Itaú, apesar dos bons números de Ambev, Assaí e BB.
Segundo a Reuters, empresas como Assaí, Ambev e Banco do Brasil conseguiram segurar o fôlego, impulsionadas pela boa recepção dos seus balanços do quarto trimestre de 2025. Já no mercado de câmbio, o dólar ganhou terreno frente ao real, fixando-se um pouco abaixo da marca de R$ 5,20.
Números do Dia e Contexto
A moeda norte-americana oscilou chegando a R$ 5,15, mas fechou com uma alta de 0,23%, valendo R$ 5,19. O Ibovespa caiu 1,02%, ficando com 187.766,42 pontos. Durante a sessão, o índice ficou entre a mínima de 186.959,07 e a máxima de 189.989,97 pontos.
O volume financeiro final ficou em R$ 39,2 bilhões (sendo R$ 36,3 bilhões registrados antes dos últimos ajustes).
Cenário Externo
O clima de correção não foi exclusividade brasileira. Em Wall Street, o S&P 500 recuou 1,57%, puxado por um forte “selloff” em empresas de software e tecnologia.
Os dados do mercado de trabalho dos EUA explicam os números da semana, pois diminuíram as esperanças de que os juros caiam em breve.
Destaques das Ações
Petrobras: as ações preferenciais (PETR4) caíram 2,55% e as ordinárias (PETR3) cederam 3,09%. Além da queda do petróleo no mercado internacional, os papéis passaram por uma realização de lucros natural, já que acumulavam altas de cerca de 23,5% e 26% no ano. A estatal também confirmou que não exercerá preferência na compra das ações da Braskem que pertencem à Novonor.
Banco do Brasil (BBAS3): o papel subiu 4,5%, chegou a saltar 8% e caiu 1,5%. O mercado reagiu ao lucro acima do esperado no 4T25, mesmo com o aumento da inadimplência no agronegócio, que deve melhorar só no segundo semestre. O banco também previu um aporte de R$ 5 bilhões para o FGC.
Setor Financeiro: O Itaú (ITUB4) caiu 2,29% após bater recordes históricos na véspera (R$ 49,37). O Santander (SANB11) despencou 4,88%, o Bradesco (BBDC4) perdeu 1,44% e o BTG Pactual (BPAC11) recuou 0,91%.
Mineração e Siderurgia: Todo o setor sofreu quedas. Vale (VALE3) caiu 0,95%, CSN (CSNA3) ficou em 9,56%, CSN Mineração (CMIN3) caiu 5,44%, Usiminas (USIM5) perdeu 4,44% e Gerdau (GGBR4) recuou 2,03%.
Raízen (RAIZ4): também registrou queda de 12,99%, renovando sua mínima histórica a R$ 0,63 antes da divulgação dos seus resultados.
Braskem (BRKM5): Recuo expressivo de 11,27%. A queda veio após a Petrobras desistir de exercer os direitos de preferência e tag along na venda da fatia da Novonor para o fundo Shine.
Ambev (ABEV3): subiu 4,76%. O Ebitda ajustado de R$ 8,85 bilhões, superou as projeções. Mesmo com volume menor, a receita cresceu 4,8% (R$ 24,81 bilhões) e as margens se mantiveram estáveis em 35,7%.
Assaí (ASAI3): teve alta de 5,09%. O lucro ajustado foi de R$ 347 milhões (queda anual de 26,8%), mas a empresa focou na redução da alavancagem e revisou sua expansão para 5 novas lojas e a parceria para vender produtos no Mercado Livre a partir de março de 2026.
Totvs (TOTS3): queda de 3,05% após o Ebitda de R$ 409 milhões vir abaixo do esperado. A companhia anunciou que vai investir R$ 75 milhões anuais em IA (em um capex de R$ 600 milhões) e lançou um programa de recompra de ações.

