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Geopolítica

Irã projeta novas negociações com Estados Unidos em meio à tensão com programa nuclear

A próxima deliberação está marcada para esta semana, em Genebra, com o enviado americano Steve Witkoff

Irã projeta novas negociações com Estados Unidos em meio à tensão com programa nuclear

Sem anúncio concreto de acordo, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse neste domingo (22) que poderá haver novas deliberações para chegar a um consenso com os Estados Unidos. O encontro está previsto para acontecer na próxima quinta-feira (26), em Genebra, com o enviado do país norte-americano, Steve Witkoff.

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Em entrevista ao programa Face the Nation, do veículo norte-americano CBS News, o chanceler disse que as duas nações chegaram a um acordo sobre os “princípios orientadores”, mas que ainda não foi definido um compromisso completamente concreto.

De acordo com o ministro Abbas Araghchi, a percepção é que seria possível chegar a um novo acordo, com a possibilidade de garantias de que seu programa nuclear é pacífico e permanecerá seguindo os limites. Apesar disso, ele disse que os esforços têm sido para “preparar um bom texto” que consiga ser bom tanto para o Irã como para os EUA.

Em meio à chegada da Guarda Revolucionária no local, a mídia estatal do Irã mantinha a expectativa de que as deliberações fossem fechadas o mais rápido possível devido a “precauções com a segurança”. No país do Oriente Médio, imagens coletas por satélite e analisadas pelo Institute for Science and International Security mostram que instalações ligadas ao programa nuclear do país foram reforçadas recente.

Sem deliberações sobre mísseis balísticos

O chancelar confirmou que as deliberações têm seguido apenas as negociações sobre o programa nuclear. Isso confirma que os dois países não têm conversado sobre o arsenal de mísseis balísticos do Irã. “Continuamos as negociações, estamos trabalhando nos elementos de um acordo e na minuta de um texto”, completou Araghchi.

Além disso, o representante confirmou que o país do Oriente Médio está preparado para auxiliar totalmente com a Agência Internacional de Energia Atômica, que fará a análise do seu programa nuclear. Contudo, afirmou que o país tem o direito de realizar o enriquecimento pacífico de seu material nuclear, conforme informações da CNN.

O chanceler Araghchi foi um dos principais articuladores do acordo nuclear firmado em 2015 entre o Irã e o chamado P5+1, formado pela China, França, Alemanha, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos. O tratado, conhecido como Plano de Ação Conjunto Global, previa a limitação do programa nuclear do Irã, mas foi abandonado alguns anos depois pelo governo dos Estados Unidos, quando Trump atuava em seu primeiro mandato.

Tensões diplomáticas

Em meio ao diálogo diplomático que busca a construção de um possível acordo entre as partes, a tensão entre os dois países cresce de forma significativa a cada dia. Nos bastidores, os Estados Unidos aguardavam apenas o aval do presidente Donald Trump para lançar uma ofensiva contra o Irã no último fim de semana.

Paralelamente às negociações, também foi registrado o aumento da presença de forças militares norte-americanas no Oriente Médio, movimento que pode ser visto como um sinal de pressão estratégica em meio às tratativas, conforme noticiado por O Brasilianista.

A assessores, Donald Trump afirmou que, se a diplomacia ou um eventual ataque inicial direcionado dos Estados Unidos não levar o Irã a ceder às suas exigências de abandonar o programa nuclear, ele fará uma ofensiva muito maior nos próximos meses. Além disso, o chefe de Estado tem sido irredutível quanto a decisão de não permitir que armas nucleares sejam desenvolvidas pelo Irã.

O presidente norte-americano tem sinalizado a intenção de até mesmo fazer mudanças no regime em Teerã, de acordo com a Reuters. Donald Trump chegou a afirmar que “parece que essa seria a melhor coisa que poderia acontecer”, mas que não tem a intenção de assumir o poder no Irã.

As movimentações do presidente tem sido observadas, sob a possibilidade de haver também a possibilidade de ataques contra indivíduos. Em comunicado, a Casa Branca disse que pode haver especulações, mas que somente o presidente tem autoridade para definir o que será feito.

“A mídia pode continuar especulando sobre o que o presidente está pensando o quanto quiser, mas apenas o presidente Trump sabe o que pode ou não fazer”, afirmou Anna Kelly, porta-voz da Casa Branca, em comunicado.

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