Publicidade
Economia

Juros de empréstimos chegam a quase 50% em janeiro; saiba quando o cenário pode melhorar

Com as taxas altas, a inadimplência também sobe

Juros de empréstimos chegam a quase 50% em janeiro; saiba quando o cenário pode melhorar

As concessões nominais de empréstimo alcançaram o valor de R$ 651,5 bilhões em janeiro, de acordo com o Banco Central (BC). Isso mostra um expansão de 1,5% no mês, com elevações de 2,2% nas operações com pessoas jurídica e 1,6% nas operações pactuadas com pessoas físicas. Ao mesmo tempo, os juros também ficaram em patamares elevados.

No crédito com recursos livres, quando o empréstimo é negociado diretamente com o banco, a taxa média de juros atingiu 47,8% ao ano em janeiro. Operações de pessoas jurídicas foram o destaque de alta, com taxa média em 25,2% a.a.

Publicidade

Segundo o banco, esse resultado foi influenciado pelo aumento sazonal das taxas médias de desconto de duplicatas e outros recebíveis e pelo incremento de outras modalidades, como capital de giro com prazo superior a 365 dias, cheque especial e cartão rotativo.

Por sua vez, o Bacen indicou que a taxa média de juros no crédito livre às pessoas físicas alcançou 61,0% a.a., com acréscimos de 0,9 p.p. no mês e de 6,7 p.p. em doze meses. As operações que mais cobraram juros dos consumidores foram as de cartão de crédito parcelado (+6,8 p.p.), crédito pessoal não consignado (+1,5 p.p.), financiamento para aquisição de veículos (+1,3 p.p.) e crédito pessoal consignado para trabalhadores do setor privado (+1,2 p.p.).

Quem contratou novos empréstimos também viu a taxa média de juros subir 0,7 p.p. no mês e 2,9 p.p. em doze meses, alcançando 32,8% a.a.

Os dados do BC ainda mostram que ao final de 2025 quase metade das famílias brasileiras estavam endividadas (49,7%), representando um aumento de 1,3 p.p. em doze meses. Já o comprometimento de renda atingiu 29,2% em 2025, com variação positiva de 1,7 p.p. em doze meses.

Por que os juros de empréstimos estão altos?

A Selic, taxa básica de juros da economia brasileira, está atualmente no patamar de 15% ao ano, seu maior valor dos últimos anos. O Comitê de Política Monetária (Copom) optou por manter a taxa elevada por mais tempo enquanto os Estados Unidos lidam com incertezas econômicas.

Com a Selic em alta, o acesso ao crédito piora, com maiores cobranças na taxa de juros e maior possibilidade de inadimplência.

No entanto, a expectativa é de que o Copom corte a taxa básica de juros a partir da próxima reunião, que acontece em março.

Inadimplência em níveis históricos

A inadimplência dos brasileiros que receberam créditos de recursos livres, aumentou para 5,5% em janeiro.

Segundo o g1, esse é a maior taxa de inadimplência em empréstimos de recursos livres desde agosto de 2017. Ao mesmo tempo, a o nível de dívidas relacionadas à carteira de crédito total do Sistema Financeiro Nacional (SFN) aumentou 0,2 pontos percentuais (p.p) no mês, alcançando 4,2%.

Em janeiro o volume de inadimplentes bateu recordes. No total, são 81,3 milhões de brasileiros endividados, o que consolida o mês com o maior número de inadimplentes em toda a série histórica, após 13 meses consecutivos de alta.

Siga O Brasilianista para acompanhar as principais notícias sobre economia