O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país vive uma “Era de Ouro” e apresentou indicadores econômicos como prova dos avanços durante seu governo. O discurso ocorreu na noite da última terça-feira (24), no United States Capitol, em Washington.
Segundo o presidente, cortes de impostos, redução no preço de medicamentos e desempenho positivo do mercado de ações indicam prosperidade e estabilidade econômica.
De acordo com o Times Brasil, aliados e a Casa Branca pretendem levar ao Congresso e ao público a mensagem de que a economia americana está “forte, próspera e respeitada”, associando esse cenário ao retorno do chamado sonho americano ideia de crescimento econômico e ampliação de oportunidades para trabalhadores e empresas.
O governo também tratou o conceito como estratégia política, apresentando a promessa de prosperidade duradoura para convencer a população de que o país entrou em um ciclo consistente de crescimento.
O discurso ocorre em meio à pressão, já que parte do eleitorado demonstra insatisfação com a situação econômica. Nesse contexto, a “Era de Ouro” foi apresentada ao mesmo tempo como diagnóstico do presente e projeção otimista para os próximos anos.
Outros pontos do pronunciamento
Trump destacou ainda resultados que classificou como inéditos. Entre eles, mencionou fronteira totalmente protegida, inflação em queda, redução do preço da gasolina e da criminalidade, valorização do mercado acionário e das contas de plano de aposentadoria privado dos Estados Unidos, além de cortes tributários para trabalhadores e ações externas para impor paz por meio da força.
O presidente afirmou também que a oposição permaneceu em silêncio diante de medidas que, segundo ele, incluem:
- Endurecimento da política migratória
- Queda do preço de medicamentos
- Combate ao tráfico infantil
- Benefícios a militares
- Homenagens a vítimas de crimes cometidos por imigrantes ilegais
- Incentivos econômicos voltados à aposentadoria e habitação
- Recuperação do respeito internacional pelo poderio militar americano
Resposta democrata
A resposta ao pronunciamento veio da governadora da Virgínia, Abigail Spanberger, veiculada pela ABC News. A mesma contestou a avaliação de prosperidade apresentada pelo governo e afirmou que parte da população ainda enfrenta dificuldades econômicas.
Segundo ela, o custo de vida segue elevado, principalmente em áreas como moradia, saúde, energia e cuidados infantis, enquanto políticas comerciais estão pressionando preços e afetando pequenos empresários e produtores rurais.
A democrata também criticou o que classificou como aumento da “polarização política” e acusou a administração de priorizar aliados em vez de apresentar soluções práticas para problemas cotidianos. Na área migratória, afirmou que algumas ações foram excessivas e levantaram preocupações humanitárias, além de apontar impactos na posição internacional dos Estados Unidos.
A Casa Branca respondeu Vírginia. A governadora foi classificada como opositora da agenda do presidente Donald Trump nas áreas econômica, migratória e de segurança.
Para Trump, a governadora enfraquece a fiscalização migratória ao rescindir o acordo estadual com o ICE poucas semanas após assumir o cargo e, durante sua passagem pelo Congresso, votou contra o Secure the Border Act, apoiou um caminho para cidadania para mais de dois milhões de imigrantes ilegais, copatrocinou um projeto de anistia e votou duas vezes para encerrar a declaração de emergência nacional na fronteira sul.
Além disso, a democrata foi associada ao pacote de gastos do governo Joe Biden, ao qual atribuiu pressões inflacionárias, e mencionou sua oposição à lei tributária de 2017 e ao corte de impostos para famílias trabalhadoras, além de propostas de novos tributos estaduais.

