Uma operação militar de larga escala foi deflagrada por Washington e Tel Aviv contra o território iraniano neste sábado (28). A ação ocorre após advertências feitas recentemente pelo presidente Donald Trump. Detalhes do Money Times enfatizam que a mídia local no Irã descrevem bombardeios em todo o país.
Em Israel, as forças armadas confirmaram o impacto em dezenas de instalações militares. A capital, Teerã, foi palco de ao menos três grandes detonações no âmbito da chamada “Operação Fúria Épica”. O comando de segurança de Israel enfatizou que o foco inicial da investida era neutralizar quadros de liderança estratégica do governo iraniano.
Através da rede Truth Social, Donald Trump validou o início dos ataques, justificando a medida como necessária para salvar e assegurar a segurança dos Estados Unidos e mitigar perigos imediatos vindos de Teerã contra tropas e parceiros internacionais.
O primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, divulgou um pronunciamento em vídeo, classificando a manobra como uma tarefa mútua para combater o que chamou de “risco existencial”. O líder israelense argumentou que o movimento poderia possibilitar uma mudança de rumo político para a população iraniana.
Como consequência imediata dos combates, ambas as nações decretaram o bloqueio total de seus espaços aéreos. No campo humanitário, o sistema de saúde do Irã opera em prontidão máxima, com deslocamento de socorro para Teerã, embora o balanço de vítimas ainda não tenha sido apresentado.
Histórico da Guerra
Conforme detalhado pelo O Brasilianista, o presidente dos Estados Unidos enfatizou diversas vezes a impossibilidade de o Irã possuir armamento atômico, frisando a urgência de um pacto para impedir desdobramentos severos.
Durante a solenidade de abertura do Conselho da Paz, ainda em fevereiro, o republicano pontuou que as tratativas envolvendo Israel e demais parceiros sobre a estabilidade no Oriente Médio precisam de consolidação. Ainda assim, advertiu que, caso o Irã não apresente um acordo satisfatório, o resultado será de ‘eventos negativos’.
Essas declarações anteciparam as ofensivas contra alvos iranianos, confirmando que a via diplomática dos EUA estava condicionada à aceitação, por Teerã, de normas mais rígidas sobre seu poderio militar e nuclear. Sob uma estratégia de pressão, Trump defendeu que o regime deveria escolher entre as negociações ou as represálias, com foco nas tensões envolvendo Israel.
Em conjunto com aliados, o presidente articulou um endurecimento de postura, sob a premissa de que apenas uma mudança forçada na conduta iraniana resultaria em uma estabilidade.
O uso da força militar ocorreu após Washington considerar insuficientes as tentativas de diálogo que visavam restringir o armamento do Irã em troca de garantias de segurança regional.
O encontro em Genebra
Na última quinta-feira (26), O Brasilianista informou sobre o encontro realizado em Genebra entre os líderes dos Estados Unidos e do Irã. O momento buscou solucionar o impasse em torno do programa nuclear iraniano, em meio a uma intensificação militar de Teerã e à presença de forças americanas no Oriente Médio.
O objetivo seria colocar um fim a anos de bloqueio diplomático e prevenir uma possível ofensiva, diante da suspeita de Washington, de países europeus e de Israel de que o programa nuclear iraniano poderia ocultar a fabricação de ogivas, algo que o Irã nega veementemente.
O histórico de tensões entre EUA e Irã é de desconfiança norte-americana sobre as ambições nucleares de Teerã, capital do Irã, intensificada após a retirada do governo Trump do Acordo de 2015 (JCPOA). A decisão dos EUA resultou em mais sanções, no aumento do enriquecimento de urânio pelo Irã e em contínuas divergências sobre o caráter do programa nuclear.
Teerã afirma ter fins pacíficos, os Estados Unidos e aliados interpretam o avanço como potencial desenvolvimento de armas e mísseis balísticos capazes de atingir seu território.

