Uma operação militar de larga escala foi deflagrada por Washington e Tel Aviv contra o território iraniano neste sábado (28). A ação ocorre após advertências feitas recentemente pelo presidente Donald Trump. Detalhes do Money Times enfatizam que a mídia local no Irã descrevem bombardeios em todo o país.
Em Israel, as forças armadas confirmaram o impacto em dezenas de instalações militares. A capital, Teerã, foi palco de ao menos três grandes detonações no âmbito da chamada “Operação Fúria Épica”. O comando de segurança de Israel enfatizou que o foco inicial da investida era neutralizar quadros de liderança estratégica do governo iraniano.
Conforme mostrou O Brasilianista, através da rede Truth Social, Donald Trump validou o início dos ataques, justificando a medida como necessária para salvar e assegurar a segurança dos Estados Unidos e mitigar perigos imediatos vindos de Teerã contra tropas e parceiros internacionais.
O primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, divulgou um pronunciamento em vídeo, classificando a manobra como uma tarefa mútua para combater o que chamou de “risco existencial”. O líder israelense argumentou que o movimento poderia possibilitar uma mudança de rumo político para a população iraniana.
Aliado de Trump, o primeiro-ministro de Israel pode ser um dos principais políticos a manter o conflito vivo na região, acompanhando de perto enquanto o republicano confere outras demandas dos EUA.
Quem é Benjamin Netanyahu e qual sua trajetória política?
Benjamin Netanyahu é o atual primeiro-ministro de Israel e o primeiro político do país que ocupa o cargo por mais tempo desde a criação do Estado, em 1948.
Ele foi eleito pela primeira vez em 1996, depois em 2009 — momento em que ficou até 2021 — e novamente em 2022. No total, são seis eleições vencidas, sem precedentes no país.
Segundo a BBC, Netanyahu nasceu em Tel Aviv em 1949, um ano após a fundação de Israel e se tornou o primeiro chefe de Estado nascido na região após a criação do Estado israelense.
No entanto, ele nem sempre esteve no setor político. O primeiro-ministro cresceu entre Israel e os Estados Unidos, devido à carreira de professor universitário do pai.
Ao completar 18 anos, em 1967, cumpriu cinco anos de serviço militar por Israel, o que mudou sua perspectiva sobre a região. Na época, ele fez parte da elite Sayeret Matkal, unidade antiterrorista de Israel, participando de diversas operações no Egito e na Síria e ganhou a patente de capitão.
Ainda de acordo com a BBC, depois desse período ele retornou aos EUA, em 1972, para estudar Arquitetura e Administração de Empresas no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês). Porém, precisou voltar a Israel em outubro de 1973 para servir com o Sayeret Matkal na Guerra do Yom Kippur.
Na ocasião, seu irmão faleceu, o que o motivou a atuar novamente no país de origem. Pouco antes de retornar a Israel, ele trabalhou como consultor econômico no Boston Consulting Group em Massachusetts. Quando retornou, decidiu fundar e dirigir o Instituto Antiterrorismo Yonathan Netanyahu, uma organização não-governamental que estuda o terrorismo e busca combatê-lo — ele chegou a publicar três livros sobre o tema.
Já nos anos 1980, seu interesse por política começou a aparecer, quando trabalhou como gerente em uma empresa de fabricação de móveis em Jerusalém. Conheceu o ministro Moshe Arens, que o nomeou vice-chefe da Missão de Israel em Washington. Pouco depois, se tornou embaixador de Israel na ONU.
Em 1988, mergulhou na carreira política ao se filiar ao partido de direita Likud e servindo no Knesset, o parlamento nacional. Cinco anos depois, ele se tornou líder do Likud. Outros cinco anos e ele venceu as eleições para ser o primeiro-ministro.
Porém, nas eleições de 1999, Netanyahu foi derrotado por Ehud Barak. O substituto de Barak, Sharon, nomeou Netanyahu primeiro como seu ministro dos Negócios Estrangeiros e depois como ministro das Finanças.
As urnas mostraram resultado positivo novamente em 2009, iniciando o período mais longo do mandatário no país.

