Entre os destaques desta segunda-feira (02), está a repercussão da manifestação chamada “Acorda, Brasil”, organizada por integrantes da direita e realizada neste domingo (01) em diversas capitais do país. Na ocasião, participaram do ato importantes lideranças políticas, como o senador Flávio Bolsonaro (PL), o presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL).
Nosso colunista Cristiano Noronha traz mais detalhes sobre o ato que reuniu apoiadores em oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao ministro Alexandre de Moraes e ao ministro Dias Toffoli, e analisa os possíveis desdobramentos políticos que podem ganhar força ao longo da semana.
Embora a Avenida Paulista, em São Paulo (SP), tenha concentrado o maior número de apoiadores, levantamentos mostram que as manifestações organizadas pelo ex-presidente Jair Messias Bolsonaro registravam maior adesão da população. Segundo estimativa do Monitor do Debate Político da USP/Cebrap, a mobilização teve a participação de 20,4 mil pessoas na capital paulista. A expectativa era que a quantidade de pessoas na manifestação fosse maior diante da atual polarização política principalmente por conta das divisões na oposição.
Votações da semana
Tema em forte debate nacional e com urgência de aprovação, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que trata da segurança pública, pode ser votada no plenário da Câmara dos Deputados na noite da próxima quarta-feira (04). A proposta formulada pelo ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, prevê a integração das forças de segurança em todo o país.
No mesmo dia, a Comissão Especial vai analisar o parecer do relator, deputado Mendonça Filho (União Brasil-PE), com possibilidade de que mais tarde seja aprovada com mais de 400 votos. Conforme apontado pelo relator, a maior divergência se refere à redução da maioridade penal para 16 anos.
Também está em análise o aumento do aporte ao Fundo de Segurança Pública para R$ 6 bilhões, sem possibilidade de contingenciamento. Mendonça Filho vai se reunir com os partidos de esquerda nesta terça-feira (03) para resolver os pontos divergentes que ainda existem.
Está na pauta para votação nesta semana também projetos que trata da resolução bancária, assim como a urgência para um projeto de lei que permite a venda de medicamentos em supermercados. No Senado, a Comissão de Relações Exteriores discute o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, que foi aprovado na semana passada pela Câmara dos Deputados e deve seguir para a promulgação do presidente da República.
Eleições 2026
Esta semana também deve ser marcada por encontros políticos para deliberar sobre as eleições de 2026, segundo Cristiano Noronha. Nesta terça-feira (03), o presidente Lula também se reúne com Geraldo Alckmin e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para discutir a eleição para governador e senador em São Paulo.
O encontro ocorre a partir das articulações que convenceram Fernando Haddad a disputar o governo de São Paulo em 2026. A reunião surge em meio à necessidade de organização interna e planejamento estratégico das forças políticas envolvidas, que buscam definir nomes, alinhar discursos e estruturar possíveis alianças para a próxima corrida eleitoral.

