De acordo com o Valor Econômico, a tensão militar envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã levou investidores a buscar ativos considerados mais seguros, gerando instabilidade nos mercados financeiros.
O petróleo Brent avançou 4,7% e encerrou o pregão cotado a US$ 81,40 por barril, maior valor em quase 14 meses.
A alta ocorre em meio ao temor de interrupções no fornecimento de petróleo, especialmente no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de energia.
No Brasil, o reflexo foi imediato. O dólar chegou a subir mais de 3% durante o dia e terminou negociado a R$ 5,2645. Já o Ibovespa recuou 3,28%, após registrar queda ainda maior ao longo do pregão.
O aumento das tensões também encareceu o transporte marítimo. Armadores anunciaram reajustes entre US$ 800 e US$ 1 mil por contêiner na rota Ásia-Brasil, o que pode elevar custos de importação e exportação.
Guerra no Oriente Médio eleva tensão econômica global
Como divulgado pelo portal O Globo, o presidente norte-americano Donald Trump afirmou que a ofensiva militar teria destruído grande parte da estrutura militar iraniana após dias de bombardeios.
Em declarações feitas na Casa Branca, Trump disse que bases navais, sistemas de radar, instalações aéreas e estruturas militares teriam sido eliminadas durante a operação.
A ofensiva marca uma das maiores ações militares no Oriente Médio desde a invasão do Iraque em 2003. Apesar das declarações do governo americano, analistas apontam que o Irã ainda mantém capacidade de lançar mísseis e drones contra alvos na região.
O conflito também ampliou tensões diplomáticas e abriu debate no Congresso dos Estados Unidos sobre os limites do poder presidencial para iniciar operações militares sem autorização do Legislativo.
Governo avalia que guerra ainda não altera queda de juros
Mesmo com a turbulência internacional, o Ministério da Fazenda afirma que ainda não há mudança no cenário esperado para a política monetária.
Segundo reportagem publicada por O Globo, o ministro da Fazenda Fernando Haddad afirmou que o conflito no Oriente Médio não altera, por enquanto, a expectativa de início de cortes na taxa básica de juros.
O ministro destacou que episódios geopolíticos costumam afetar câmbio e inflação, mas ressaltou que ainda é cedo para prever mudanças estruturais na economia brasileira.
Haddad comparou a política de juros a uma “dose de remédio”, afirmando que o Banco Central precisa calibrar cuidadosamente as decisões para evitar excessos ou insuficiência no combate à inflação.
A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) está prevista para 17 e 18 de março, quando o mercado espera os primeiros sinais de redução da taxa Selic.
Retroativos pagos a magistrados disparam nos últimos anos
Levantamento divulgado pela Folha de São Paulo mostra que essas despesas com majistrados chegaram a R$ 4,2 bilhões em 2025, valor quatro vezes maior que o registrado em 2020.
No primeiro ano da série analisada, o pagamento dessas verbas somou R$ 992,8 milhões. Entre 2020 e 2025, o total desembolsado alcançou R$ 12,5 bilhões, de acordo com dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Esses valores incluem benefícios retroativos relacionados a direitos como férias não usufruídas, adicionais por tempo de serviço e licenças compensatórias.
As chamadas licenças compensatórias permitem, por exemplo, que magistrados recebam um dia de folga para cada três dias trabalhados em situações de acúmulo de função ou trabalho extraordinário. Caso esses dias não sejam utilizados, podem ser convertidos em pagamentos indenizatórios.
Em 2025, o CNJ proibiu tribunais de criarem novos pagamentos retroativos por meio de decisões administrativas. No entanto, valores já autorizados continuam sendo liberados.
Em alguns casos, os montantes pagos foram elevados. Segundo o levantamento, uma magistrada recebeu R$ 1,7 milhão apenas em valores retroativos em 2025, enquanto 58 juízes receberam acima de R$ 200 mil referentes a exercícios anteriores.
O tema ganhou novo capítulo após decisões no Supremo Tribunal Federal envolvendo os chamados “penduricalhos”, benefícios que podem elevar salários acima do teto constitucional.
Banco Central cria medida para recompor fundo de proteção bancária
No sistema financeiro, uma decisão do Banco Central tenta reduzir impactos da quebra de instituições financeiras.
De acordo com reportagem da Folha de São Paulo, o BC autorizou bancos a utilizarem recursos de depósitos compulsórios para antecipar contribuições destinadas ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
O fundo precisou desembolsar valores elevados após a liquidação dos bancos Master, Will Bank e Pleno. Somente para indenizar investidores que possuíam aplicações garantidas pelo fundo, foram pagos cerca de R$ 51,8 bilhões.
Com a nova regra, o Banco Central estima que seja possível recompor cerca de R$ 30 bilhões no caixa do FGC ao longo de 2026.
PIB brasileiro cresce 2,3% em 2025, mas desacelera
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 2,3% em 2025, alcançando R$ 12,7 trilhões em valores correntes.
Apesar de positivo, o resultado representa uma desaceleração em relação a 2024, quando o crescimento foi de 3,4%.
O destaque do desempenho veio da agropecuária, que avançou 11,7% impulsionada por safras recordes de grãos.
Já o setor de serviços cresceu 1,8%, enquanto a indústria avançou 1,4%, puxada principalmente pela extração de petróleo e gás.
No quarto trimestre de 2025, porém, a economia praticamente ficou estagnada. O PIB subiu apenas 0,1% em relação ao trimestre anterior.
Juros elevados ainda limitam a atividade econômica
Como informado pelo G1, o Ministério da Fazenda avalia que o ritmo mais fraco da economia está ligado principalmente ao patamar elevado da taxa básica de juros.
A Selic está em 15% ao ano, um dos níveis mais altos das últimas décadas. O objetivo da política monetária é conter a inflação, mas juros elevados também reduzem consumo e investimentos.
Em comunicado, a Secretaria de Política Econômica afirmou que a política monetária restritiva teve impacto significativo sobre a atividade econômica.
Segundo a pasta, a economia perdeu fôlego na segunda metade de 2025 e teria registrado crescimento ainda menor sem o desempenho positivo da agropecuária e do setor externo.
Para 2026, a previsão do governo é de crescimento de 2,3%, enquanto projeções de analistas indicam expansão mais moderada, próxima de 1,8%.
Câmara do DF aprova plano para socorrer BRB
No Distrito Federal, a Câmara Legislativa aprovou um projeto destinado a reforçar o capital do Banco de Brasília (BRB) após perdas relacionadas ao Banco Master.
Segundo reportagem da Folha de São Paulo, a proposta foi aprovada por 14 votos a 10 e autoriza o governo local a estruturar operações financeiras para fortalecer o banco.
O texto permite que o Executivo contrate até R$ 6,6 bilhões em crédito e utilize imóveis públicos como garantia ou como parte de fundos de investimento imobiliário.
Entre os ativos listados estão terrenos pertencentes ao Distrito Federal, à Novacap, à Caesb e à Terracap.
A medida enfrenta críticas da oposição, que questiona o impacto fiscal da operação e avalia acionar a Justiça para contestar o projeto.
O governo local afirma que o objetivo é garantir a estabilidade da instituição e permitir que o banco volte a atender plenamente às exigências regulatórias do sistema financeiro.
Brasil segue entre as maiores economias globais
Segundo o portal InfoMoney, mesmo com crescimento mais moderado, o Brasil mantém posição relevante no cenário econômico internacional.
Levantamento da agência de classificação de risco Austin Rating aponta que o país ocupa a 11ª posição entre as maiores economias do mundo.
No ranking, o Brasil aparece à frente de países como Espanha, México, Austrália e Coreia do Sul. No entanto, ao considerar apenas o desempenho do último trimestre de 2025, o país aparece em 39º lugar entre 60 economias analisadas, reflexo da desaceleração registrada no período final do ano.
Mercado de trabalho abre mais de 112 mil vagas em janeiro
Como divulgado pelo Valor Econômico, os dados do emprego formal também mostram sinais de crescimento mais moderado da economia.
Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o Brasil criou 112,3 mil vagas com carteira assinada em janeiro de 2026.
O número ficou abaixo do resultado registrado no mesmo mês de 2025, quando foram abertas cerca de 42 mil vagas a mais.
Para o economista Daniel Xavier, do banco ABC Brasil, o mercado de trabalho continua positivo, mas deve crescer em ritmo menor.
“Os números serão menores, mas ainda é uma geração de vagas obviamente positiva. Projetamos 1,2 milhão de vagas para o Caged ao longo de 2026”, afirmou.
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, destacou que o cenário internacional pode influenciar diretamente o desempenho do emprego no país.
“Esperamos que essa guerra acabe logo e não se estenda, porque tudo pode ir por água abaixo devido à situação global”, declarou.
Senado mantém quebra de sigilo de filho de Lula em CPI
De acordo com a Folha de S.Paulo, no campo político, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga fraudes em aposentadorias do INSS segue gerando embates entre governo e oposição.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, decidiu manter a votação que autorizou a quebra do sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
Segundo o senador, não houve irregularidade suficiente para anular a decisão tomada pela comissão. “Não há aqui situação que justifique a excepcional atuação desta presidência para anular a deliberação da CPI”, afirmou.
A investigação apura a possível ligação do filho do presidente com um lobista investigado por irregularidades relacionadas a descontos aplicados em benefícios do INSS. A defesa de Lulinha nega qualquer envolvimento no caso.
STF proíbe saques em dinheiro de emendas parlamentares
Como informado pelo Valor Econômico, o ministro Flávio Dino determinou a proibição de saques em dinheiro de recursos provenientes de emendas parlamentares.
Segundo o magistrado, retiradas em espécie dificultam o rastreamento dos valores e aumentam o risco de desvios.
“Deve ser definitivamente vedada a realização de saques em espécie de valores oriundos de emendas parlamentares”, afirmou o ministro na decisão.
Dino estabeleceu prazo de 60 dias para que o Banco Central e o Coaf criem normas para regulamentar a medida.
A determinação busca ampliar a transparência na aplicação de recursos públicos e fortalecer mecanismos de controle financeiro.
Governo avalia ampliar acesso ao Minha Casa, Minha Vida
O governo federal estuda ampliar o alcance do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) com mudanças nas faixas de renda e nos limites de financiamento.
De acordo com informações do Valor Econômico, a proposta prevê aumento nos tetos de renda para participação no programa, incluindo também famílias de classe média.
Pela proposta apresentada ao Grupo de Apoio Permanente do FGTS, as faixas de renda seriam reajustadas da seguinte forma:
- Faixa 1: de R$ 2.850 para R$ 3.200
- Faixa 2: de R$ 4.700 para R$ 5 mil
- Faixa 3: de R$ 8.600 para R$ 9.600
- Faixa 4: de R$ 12 mil para R$ 13 mil
Além disso, o governo avalia elevar o valor máximo dos imóveis financiados nas faixas mais altas. No caso da faixa 3, o limite subiria de R$ 350 mil para R$ 400 mil, enquanto na faixa 4 passaria de R$ 500 mil para R$ 600 mil.
As mudanças ainda precisam ser aprovadas pelo Conselho Curador do FGTS, cuja próxima reunião está marcada para 24 de março.
Segundo representantes da construção civil, a atualização busca recompor parte das perdas provocadas pela inflação no setor imobiliário e pode ajudar a manter o ritmo de lançamentos e vendas.
Dados do mercado indicam que o programa respondeu por 52% dos lançamentos e 49% das vendas de imóveis no quarto trimestre de 2025, reforçando seu peso no setor.
Correios buscam novo empréstimo bilionário
Os Correios planejam contratar um novo empréstimo para financiar seu plano de reestruturação financeira.
Segundo reportagem da Folha de São Paulo, a estatal deve solicitar entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões, valor menor que os R$ 8 bilhões inicialmente previstos.
A operação contará novamente com garantia da União, o que reduz o risco para os bancos credores. Em 2025, a empresa já havia contratado um primeiro financiamento de R$ 12 bilhões com um consórcio formado pelos maiores bancos do país.
A redução do valor solicitado agora ocorre após renegociações de dívidas com fornecedores e parcelamento de pagamentos judiciais.
Entre as medidas adotadas pela estatal está uma regra interna que prioriza pagamentos a credores que aceitem desconto total de juros e multas, estratégia que já permitiu economizar cerca de R$ 260 milhões.
Apesar dessas ações, técnicos do governo reconhecem que os bancos demonstraram pouco interesse em financiar integralmente o valor originalmente pedido, o que levou à redução da proposta.
Possível saída de conselheiro ameaça funcionamento do Cade
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) pode enfrentar dificuldades para funcionar nos próximos meses.
Segundo o Valor Econômico, o conselheiro José Levi comunicou a colegas que pretende renunciar ao cargo em abril, mesmo tendo mandato até 2028.
Caso a saída se confirme, o tribunal do órgão poderá ficar sem quórum mínimo para deliberar processos. Atualmente, duas cadeiras já estão vagas no Cade: a de presidente e a de conselheiro ocupada anteriormente por Victor Fernandes, que deixou o cargo para assumir função no Ministério da Justiça.
Com a eventual saída de Levi, restariam apenas três conselheiros, número insuficiente para decisões. Para evitar a paralisação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva precisará indicar novos nomes, que ainda terão de passar por sabatina no Senado.
Empresariado reage à discussão sobre fim da escala 6×1
O debate sobre a possível mudança na jornada de trabalho no Brasil também ganhou força. Mais de 100 entidades empresariais divulgaram um manifesto defendendo cautela na discussão sobre o fim da escala 6×1, modelo em que o trabalhador atua seis dias e folga um.
Como divulgado pela Folha, Representantes do setor produtivo afirmam que a mudança poderia elevar custos trabalhistas e gerar demissões, especialmente entre pequenas empresas.
Segundo estimativas citadas por empresários, a redução da jornada poderia aumentar o custo da folha em cerca de 22%.
Parlamentares ligados ao setor também defendem que o tema não seja votado em ano eleitoral, alegando que o debate poderia ser contaminado pela disputa política.
Algumas propostas em discussão no Congresso sugerem reduzir a jornada semanal de 44 horas para 36 horas, enquanto o governo federal sinaliza apoio a um modelo de 40 horas semanais.
Lula defende negociação entre empresas e trabalhadores
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que mudanças na jornada de trabalho devem resultar de diálogo entre trabalhadores e empregadores.
Para a Folha de São Paulo, durante evento com representantes sindicais, Lula defendeu que não existe solução única para todos os setores da economia.
Segundo ele, cada categoria possui características próprias que precisam ser consideradas nas negociações.
O presidente também criticou tanto os discursos que prometem benefícios automáticos com a redução da jornada quanto os que projetam colapso econômico.
Para o governo, a organização da jornada semanal deveria ser definida principalmente por convenções coletivas, respeitando as realidades de cada atividade.
Grupo Pão de Açúcar tenta tranquilizar fornecedores
Segundo a Folha de São Paulo, o Grupo Pão de Açúcar (GPA) enviou uma carta a fornecedores para esclarecer a situação financeira da companhia após o rebaixamento de sua nota de crédito.
A agência Fitch Ratings reduziu a classificação da empresa para CCC, nível que indica alto risco de inadimplência.
No comunicado, o grupo informou que as negociações de dívida envolvem apenas credores financeiros, como bancos, e não fornecedores.
A empresa tenta evitar receios de interrupção no fornecimento de produtos, que poderiam provocar problemas de abastecimento nas lojas.
Atualmente, o GPA possui cerca de R$ 4 bilhões em dívidas, com aproximadamente R$ 1,7 bilhão vencendo em 2026. A companhia também enfrenta R$ 16 bilhões em disputas tributárias, classificadas como perdas possíveis.
Equipe econômica de Paulo Guedes se aproxima da pré-campanha de Flávio Bolsonaro
Integrantes da antiga equipe econômica do ex-ministro Paulo Guedes passaram a demonstrar apoio à pré-candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas eleições de 2026.
Conforme relatado pela Folha de São Paulo, o movimento ocorre a partir da avaliação de que o senador poderia dar continuidade à agenda econômica liberal implementada durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Entre os nomes que já sinalizaram disposição para colaborar estão a ex-presidente da Caixa Daniella Marques, o ex-ministro de Minas e Energia Adolfo Sachsida e o ex-presidente do BNDES Gustavo Montezano.
Mesmo sem interesse em retornar diretamente à administração pública, alguns desses ex-integrantes do governo indicaram que podem contribuir de forma informal com a elaboração do programa econômico da campanha.
Segundo interlocutores envolvidos na organização da campanha, o próprio Paulo Guedes foi procurado por Flávio Bolsonaro e se colocou à disposição para contribuir com ideias, embora tenha manifestado a intenção de permanecer fora de cargos públicos.
Campanha de Flávio define equipe jurídica eleitoral
A pré-campanha de Flávio Bolsonaro também começou a estruturar sua equipe jurídica. Segundo reportagem do O Globo, os advogados Maria Claudia Bucchianeri e Tracy Reinaldet foram escolhidos para coordenar a estratégia legal da campanha presidencial.
Bucchianeri foi ministra substituta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e possui experiência em processos eleitorais. Ao longo da carreira, atuou em casos envolvendo lideranças políticas de diferentes partidos.
Já Tracy Reinaldet ganhou projeção nacional durante a Operação Lava-Jato, participando de negociações de acordos de delação premiada.
Na campanha, ele deverá centralizar a coordenação jurídica e orientar diretórios estaduais do PL sobre questões eleitorais e comunicação pública.
Câmara pode votar PEC da Segurança ainda nesta semana
A Câmara dos Deputados se prepara para votar a PEC da Segurança Pública, considerada uma das prioridades do governo federal.
De acordo com informações divulgadas pelo O Globo, a proposta deve ser analisada inicialmente em comissão especial e, se aprovada, seguir para votação no plenário no mesmo dia.
O texto busca reorganizar o sistema de segurança pública e fortalecer o combate a organizações criminosas.
Entre os principais pontos estão:
- constitucionalização do Sistema Único de Segurança Pública (Susp);
- ampliação das atribuições da Polícia Federal em investigações interestaduais;
- criação de base legal para regimes mais rigorosos contra facções e milícias;
- possibilidade de criação de polícias municipais comunitárias.
Nos bastidores, porém, o texto ainda enfrenta divergências entre partidos, principalmente por incluir a possibilidade de referendo sobre a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos.
Haddad analisa cenário para disputar governo de São Paulo
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tem avaliado a possibilidade de disputar o governo de São Paulo nas eleições de 2026.
Segundo apuração do Valor Econômico, Haddad tem estudado fragilidades da gestão do atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que deve concorrer à reeleição.
Em entrevistas recentes, o ministro afirmou ter recebido relatórios apontando vulnerabilidades em áreas como segurança pública, educação e saúde no estado.
Embora ainda não tenha confirmado a candidatura, Haddad disse que pretende discutir a decisão com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Nos bastidores do PT, a avaliação é que Haddad seria o nome mais competitivo para enfrentar Tarcísio na disputa estadual.
Câmara aprova criação de cargos no CNJ
A Câmara dos Deputados aprovou a criação de 240 cargos no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Segundo reportagem da Folha de São Paulo, a proposta prevê:
- 120 cargos efetivos;
- 20 cargos em comissão;
- 100 funções de confiança.
O impacto orçamentário estimado é de aproximadamente R$ 30,9 milhões, com provimento gradual das vagas até 2028.
O relator do projeto afirmou que o CNJ ampliou suas responsabilidades nos últimos anos, especialmente na fiscalização de políticas do Judiciário, sem que houvesse expansão proporcional da estrutura administrativa.
Parlamentares da oposição criticaram a medida, argumentando que a criação de novos cargos amplia gastos públicos em um momento de pressão fiscal.
Reportagem aponta uso de jato em caravana pró-Bolsonaro em 2022
Uma investigação jornalística revelou detalhes sobre deslocamentos realizados durante a campanha presidencial de 2022.
De acordo com o O Globo, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e o pastor Guilherme Batista, ligado à Igreja Lagoinha, utilizaram um jato associado ao empresário Daniel Vorcaro, então CEO do Banco Master.
A aeronave teria sido usada durante a caravana “Juventude pelo Brasil”, que percorreu diversos estados no segundo turno da eleição para mobilizar apoiadores do então presidente Jair Bolsonaro.
Os voos coincidem com eventos de campanha realizados no Nordeste, em Minas Gerais e no Distrito Federal.
Nikolas afirmou que participou das viagens a convite do pastor e declarou que não tinha conhecimento de quem era o proprietário da aeronave.
PSOL enfrenta divisões internas sobre possível federação com o PT
O PSOL enfrenta disputas internas sobre a possibilidade de formar uma federação partidária com o PT e outras siglas de esquerda.
Segundo reportagem do Estadão, a ala ligada ao ministro Guilherme Boulos, chamada Revolução Solidária, defende a união como estratégia para fortalecer o campo progressista nas eleições de 2026.
No entanto, integrantes do próprio partido demonstraram resistência à proposta.
Alguns dirigentes avaliam que a federação poderia reduzir a autonomia política da legenda e diluir diferenças programáticas em temas como meio ambiente e economia.
A decisão final sobre o assunto deverá ser discutida em reunião partidária marcada para os próximos dias.
Pablo Marçal deve se filiar ao União Brasil
O empresário Pablo Marçal, ex-candidato à prefeitura de São Paulo, deve se filiar ao União Brasil. Conforme informado pelo O Globo, o evento de filiação está previsto para ocorrer em São Paulo e faz parte da estratégia do partido para fortalecer sua bancada no Congresso.
A legenda avalia lançar Marçal como candidato a deputado federal. Para disputar a eleição, no entanto, ele ainda precisa reverter uma condenação que o tornou inelegível por oito anos

