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Geopolítica

O que acontece após Lula assinar acordo Mercosul-UE?

Tratado negociado por quase três décadas é aprovado no Senado e chega à fase final de validação pelo Executivo

O que acontece após Lula assinar acordo Mercosul-UE?

O Senado aprovou na noite desta quarta-feira (04) o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, concluindo a etapa legislativa necessária para que o tratado avance no Brasil.

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A decisão abre caminho para a criação de uma das maiores zonas de livre comércio do mundo, reunindo dois blocos que somam cerca de 718 milhões de habitantes e um Produto Interno Bruto (PIB) superior a US$ 22 trilhões.

O acordo busca ampliar o comércio, reduzir tarifas e fortalecer relações econômicas entre América do Sul e Europa. As informações são da Agência Senado.

Congresso conclui etapa de ratificação no Brasil

O Senado aprovou por unanimidade o acordo provisório de comércio entre o Mercosul e a União Europeia após 26 anos de negociações entre os dois blocos.

O texto ratificado pelo Congresso autoriza o Brasil a aderir formalmente ao tratado internacional. Agora, o acordo precisa ser promulgado pelo presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre.

A relatora da proposta, senadora Tereza Cristina (PP-MS), afirmou que o tratado exigiu concessões de ambos os lados, mas pode trazer benefícios econômicos concretos.

Durante a votação, parlamentares destacaram que o acordo pode ampliar oportunidades de exportação, atrair investimentos e integrar empresas brasileiras a cadeias produtivas internacionais.

O presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Nelsinho Trad (PSD-MS), afirmou que o tratado é visto como uma estratégia para dinamizar a economia brasileira e fortalecer micro, pequenas e médias empresas.

Além da abertura comercial, o Congresso também discutiu mecanismos de proteção para setores considerados sensíveis da economia.

Entre esses instrumentos estão salvaguardas comerciais, que como divulgado pelo O Brasilianista permitem ao país reagir caso produtos estrangeiros causem prejuízo à indústria nacional.

O que acontece após a assinatura presidencial?

Segundo o Jornal de Brasília, com a aprovação no Congresso, o acordo segue agora para a assinatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Após essa etapa, o governo brasileiro notificará oficialmente a União Europeia de que concluiu seu processo interno de ratificação.

A expectativa do governo é que o tratado entre em vigor já a partir de maio, inicialmente em caráter provisório.

Isso ocorre porque o mecanismo jurídico do acordo permite que parte das regras comerciais comece a valer antes da ratificação completa por todos os parlamentos europeus.

Entre as salvaguardas estão regras que permitem suspender temporariamente a redução de tarifas caso haja aumento repentino de importações que prejudique produtores nacionais.

O pacote também inclui prazos de transição para alguns segmentos mais sensíveis da economia, como leite e vinho.

Isso significa que a abertura comercial será gradual, permitindo que empresas brasileiras tenham tempo para se adaptar à concorrência internacional.

O que prevê o acordo comercial entre os blocos?

O tratado Mercosul-União Europeia estabelece a redução progressiva de tarifas de importação entre os dois mercados.

Quando estiver plenamente implementado, cerca de 91% dos produtos comercializados entre os blocos poderão circular sem tarifa.

O acordo também vai além do comércio de bens. O texto estabelece regras para investimentos, serviços, compras públicas, propriedade intelectual e mecanismos de solução de disputas comerciais.

Essas normas ampliam a integração econômica entre as duas regiões. Simulações feitas pelo governo indicam que o acordo pode gerar aumento do Produto Interno Bruto brasileiro ao longo das próximas décadas.

As estimativas apontam crescimento de investimentos, expansão das exportações e redução de preços para consumidores.

Monitoramento do acordo e próximos passos

O Congresso brasileiro deve acompanhar a implementação do tratado. Como informado pelo O Brasilianista, um grupo de trabalho foi criado para monitorar a aplicação do acordo e avaliar seus efeitos sobre setores produtivos.

Esse acompanhamento pode resultar em ajustes regulatórios ou novas políticas industriais para apoiar empresas brasileiras.

Além disso, o tratado ainda enfrenta debates na Europa. O Parlamento Europeu enviou o acordo para análise do Tribunal de Justiça da União Europeia, que avaliará sua compatibilidade jurídica.

Mesmo assim, a Comissão Europeia já sinalizou a intenção de iniciar a aplicação provisória da parte comercial do tratado.

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