A prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, investigado por fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, também teve repercussões fora do ambiente institucional.
Segundo o portal BNews, a influenciadora e empresária Martha Graeff decidiu encerrar o relacionamento com o empresário após a divulgação das investigações conduzidas pela Polícia Federal.
De acordo com a Folha de S.Paulo, o rompimento ocorreu após o aumento da pressão pública provocada pelo escândalo financeiro. Pessoas próximas ao banqueiro relataram que o término teria sido difícil para ele.
Martha Graeff, de 40 anos, atua como influenciadora digital e empresária no setor de beleza. Ela comanda a marca Happy Aging, voltada à venda de produtos e serviços ligados ao chamado “envelhecimento saudável”.
A empresária também tem trajetória no meio social e já manteve relacionamento com figuras conhecidas da política, como o deputado federal Aécio Neves.
Antes das investigações se tornarem públicas, a influenciadora aparecia com frequência ao lado de Vorcaro em viagens, festas e eventos frequentados por celebridades e empresários.
Investigação aponta que Vorcaro tentou monitorar conversas da namorada
Ainda segundo o BNews, conversas analisadas pela Polícia Federal indicam que o banqueiro Daniel Vorcaro teria recorrido a um documento falsificado para tentar descobrir com quem sua namorada, estava se comunicando nas redes sociais.
Segundo a investigação, o pedido de dados foi enviado ao Facebook e à Meta em um ofício que simulava a assinatura de uma promotora de Justiça.
Tentativa de suicídio amplia gravidade do caso Master
Como divulgado pelo O Brasilianista, os desdobramentos do caso ganharam novo contorno após a tentativa de suicídio de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, apontado pela Polícia Federal como um dos auxiliares de Daniel Vorcaro.
Mourão teria tirado a própria vida enquanto estava detido na Superintendência Regional da Polícia Federal em Minas Gerais.
Ele seria responsável por executar atividades de monitoramento e intimidação contra pessoas consideradas adversárias do banqueiro.
A investigação conduzida no Supremo Tribunal Federal indica que Mourão atuava em um grupo chamado “A Turma”, estrutura que, segundo a PF, teria sido utilizada para obter informações sigilosas e pressionar críticos do empresário.
De acordo com a decisão do ministro André Mendonça, relator do processo no STF, o grupo realizava tarefas como vigilância de pessoas, coleta de dados e monitoramento de autoridades e jornalistas.
Grupo investigado teria atuado para intimidar críticos
Como apurado pelo O Brasilianista, a PF aponta que Mourão coordenava as operações do grupo, incluindo o acompanhamento presencial de alvos e a coleta de dados em sistemas restritos de órgãos públicos.
Entre os registros encontrados pelas autoridades estão conversas em que Vorcaro teria mencionado a intenção de agredir o jornalista Lauro Jardim, colunista do jornal O Globo.
A investigação também aponta a participação de Fabiano Campos Zettel, cunhado do banqueiro, que seria responsável por intermediar pagamentos destinados ao funcionamento da estrutura.
Segundo os investigadores, os integrantes do grupo poderiam receber cerca de R$ 1 milhão por mês para executar as atividades de monitoramento.
Outro ponto destacado nas apurações envolve a possível cooptação de servidores do Banco Central para prestar orientação estratégica ao empresário.
A Polícia Federal afirma que alguns desses servidores teriam revisado documentos que o Banco Master enviaria ao próprio órgão regulador, além de fornecer recomendações sobre reuniões com autoridades da autarquia.
Empresas de diferentes setores entram no radar das investigações
O avanço das investigações sobre o Banco Master revelou impactos que vão além do sistema política e alcançam empresas de diversos segmentos da economia.
Segundo levantamento divulgado pelo portal O Brasilianista, organizações ligadas ao esporte, saúde, infraestrutura, cultura e até serviços funerários aparecem entre as instituições afetadas direta ou indiretamente pelo escândalo envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro.
Entre os casos citados estão clubes de futebol como Atlético Mineiro, Corinthians e Palmeiras, além de empresas como a rede de cinemas Belas Artes, a varejista Supermercados Dia e grupos ligados aos setores de saúde e energia.

