Nesta sexta-feira (06), a companhia Gol anunciou a criação de novos voos diretos para o exterior que devem saem do Aeroporto Internacional do Galeão, no estado do Rio de Janeiro. O projeto inclui uma rota para Nova York, com início previsto para julho.
A ampliação da conectividade aérea ocorre em meio a uma tentativa de reposicionar o terminal como a principal porta de entrada internacional do país e ampliar o fluxo de turistas e viagens corporativas. As informações são do Governo Federal.
Novas rotas reforçam o papel internacional do Galeão
O plano divulgado pela Gol prevê três frequências semanais entre o Galeão e o aeroporto John F. Kennedy, em Nova York.
A companhia também estuda ampliar sua presença internacional com novas ligações aéreas para Lisboa, Orlando e Paris.
Para viabilizar a nova rota aos Estados Unidos, a prefeitura do Rio de Janeiro anunciou um incentivo financeiro estimado em cerca de US$ 6 milhões.
Autoridades federais destacaram que o fortalecimento da conectividade aérea internacional é visto como uma estratégia econômica.
Durante o anúncio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que a recuperação do aeroporto faz parte de um esforço para ampliar o papel do terminal na economia.
“O que nós estamos entregando aqui hoje é resultado da nossa responsabilidade e do nosso compromisso com o país. Na hora que a gente planta coisas boas, a gente colhe coisas boas.”
Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, a recuperação do aeroporto também se reflete no aumento do movimento de passageiros.
“Quando o presidente Lula assumiu, nós tivemos 4,5 milhões de passageiros. Estava quase tudo fechado, inoperante, um ambiente de desemprego, de desesperança. Por sua decisão política e, quero fazer justiça, pela determinação do prefeito Eduardo Paes, no ano passado nós celebramos quase 18 milhões de passageiros, o maior volume da história do aeroporto do Galeão.”
Em 2025, o terminal registrou recorde no número de passageiros internacionais, com 5,7 milhões de viajantes.
Estudos da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico apontam que a consolidação do Galeão como hub internacional pode gerar impacto significativo na economia.
A projeção indica crescimento de R$ 50,6 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) do estado do Rio de Janeiro ao longo de uma década, além da criação de cerca de 684 mil empregos.
O que significa para a economia?
Mais voos internacionais aumentam a circulação de turistas e executivos, ampliando receitas para setores como hotelaria, gastronomia, transporte e eventos.
Para pequenos negócios, isso pode significar aumento da demanda por serviços ligados ao turismo. Para empresas exportadoras e multinacionais, maior conectividade reduz custos de deslocamento e facilita operações comerciais.
Leilão do Galeão busca atrair novos investidores
Como divulgado pelo O Brasilianista, paralelamente à ampliação das rotas internacionais, o aeroporto passa por um processo de reorganização na concessão.
A Agência Nacional de Aviação Civil aprovou o edital de venda assistida do Galeão. O leilão está marcado para 30 de março de 2026, em São Paulo.
O valor mínimo para aquisição da concessão foi estabelecido em R$ 932 milhões. O modelo de venda foi estruturado para garantir continuidade operacional e preservar investimentos já realizados no aeroporto.
Outro ponto definido no edital prevê que a nova concessionária pague uma contribuição variável equivalente a 20% do faturamento bruto até 2039.
Além disso, está prevista a saída da Infraero da administração do terminal até março deste ano.
Investimentos federais ampliam infraestrutura aeroportuária
Como O Brasilianista já mostrou, o reposicionamento do Galeão ocorre em meio a um plano mais amplo de expansão da infraestrutura aeroportuária brasileira.
O governo federal anunciou investimentos de R$ 9,1 bilhões para modernizar 11 aeroportos administrados pela concessionária Aena.
Entre os terminais beneficiados estão aeroportos em Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Pará. O aeroporto de Congonhas receberá a maior parcela dos recursos, com R$ 2,6 bilhões destinados à ampliação do terminal.
As obras incluem aumento da área operacional, construção de novas pontes de embarque e modernização das instalações.
A expectativa do governo é que os aeroportos atendidos passem a transportar até 40 milhões de passageiros por ano.

