Após a liquidação do Will Bank no início deste ano, que pegou boa parte dos investidores e correntistas de surpresa, muitos podem ficar na dúvida em relação a qual banco digital escolher, ou mesmo se vale a pena.
Apesar de oferecerem os mesmos serviços de conta corrente das instituições financeiras tradicionais, os bancos digitais não possuem agências físicas, o que acaba diminuindo o custo relacionado às taxas administrativas. Muitos, inclusive, não cobram tarifas para contas e cartão de crédito.
Segundo a Serasa, as operações são feitas diretamente pelo aplicativo, como transferências, pagamentos, investimentos e contratação de empréstimos. Tudo no banco digital é feito de forma 100% online — inclusive o atendimento ao cliente.
Empresas como Nubank, Inter e Neon são alguns exemplos que oferecem experiências de bancos digitais.
Para quem está começando uma empresa ou já a possui e pensa em mudar de banco, a ausência de anuidade por ajudar os empreendedores. No entanto, é importante avaliar alguns aspectos antes de criar uma conta.
De acordo com o Sebrae, é importante pesquisar a instituição e entender se ela é regularizada no Brasil por meio do Banco Central. Em seguida, vale observar as medidas e análises de segurança do aplicativo. Por fim, é importante ainda comparar outras opções no mercado e avaliar o que vale a pena para o seu caso.
FGC já pagou maioria dos credores do caso Master
Até a última quinta-feira (05), o Fundo Garantidor de Créditos informou que já pagou 94% dos valores sob garantia do fundo para os credores do Banco Master. Agora, as devoluções dos credores do Will Bank estão mais próximos de receberem seu dinheiro de volta.
Conforme indicou O Brasiliansita, já foram pagos R$ 38,4 bilhões em garantias a credores do grupo Master. Ao mesmo tempo, cerca de 675 mil prejudicados pela fraude receberam suas indenizações, representando 87% dos credores.
O pagamento de clientes do Will Bank começou com valores de até R$ 1 mil e espera algumas burocracias antes de devolver os valores aos correntistas. Segundo o Uol, a estimativa total é devolver R$ 6,3 bilhões e, até agora, R$ 115 milhões foram antecipados.
Já o FGC deve pagar R$ 4,9 bilhões para cerca de 160 mil credores do Banco Pleno. A estimativa é de que o fundo garantidor envie quase R$ 50 bilhões para os afetados.
Para equilibrar o caixa, cabe aos bancos parte do SFN enviar um aporte extra estimado em R$ 32,5 bilhões. Esse recolhimento representa uma antecipação de 60 meses de contribuições recebidas de todos os bancos. O valor deve ser recolhido no dia 25 de março.
Como fica o reembolso para clientes do Will Bank após a liquidação?
O FGC, seguro que cobre falências e perdas de instituições financeiras até R$ 250 mil, deve ressarcir investidores de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) e letras de crédito (LCIs e LCAs) do Will Bank.
Porém, como mostrado nesta matéria do O Brasilianista, quem investia em CDBs por outras corretoras e instituições terceiras não tem direito a esse reembolso. O mesmo acontece com clientes comuns, que não utilizavam o Will Bank para investir, mas como conta de pagamentos.
Diferentemente da conta corrente, o banco digital não possuía autorização para oferecer serviços de conta corrente e ofertava contas de pagamento. No entanto, o FGC não cobre esse tipo de conta. Na prática, as duas possuem quase as mesmas funções, mas precisam de autorizações diferentes do BC.
Isso não quer dizer que o dinheiro foi completamente perdido. Os valores de clientes comuns do Will Bank ainda devem ser ressarcidos por completo, mas sem prazo ou indicação se o valor será devolvido integralmente ou em partes.
Por lei, conforme explica o g1, o montante está sob controle do Banco Central, pois o dinheiro fica separado do patrimônio do Will Bank, mas ele será devolvido somente após o liquidante do banco concluir a lista oficial de credores.
Porém, não há expectativas de quando isso deve acontecer. Assim que a lista estiver pronta, são mais 30 a 60 dias para começarem os pagamentos.

