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Economia

Votação do projeto de resolução bancária é adiada; entenda o PL

Deputados querem discutir em quais situações lei pode ser utilizada para socorrer bancos “grandes demais” para serem quebrados

Votação do projeto de resolução bancária é adiada; entenda o PL

A Câmara dos Deputados adiou a análise do projeto conhecido como projeto de Resolução Bancária da Lei Complementar (PLP) 281/2019, proposta que atualiza as regras para lidar com crises em instituições financeiras no Brasil. A principal razão para o adiamento foi a necessidade de aprofundar o debate sobre em quais situações recursos do Tesouro Nacional poderiam ser utilizados para socorrer bancos considerados grandes demais para quebrar, conforme as informações foram divulgadas pelo Valor Econômico.

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De acordo com o Broadcast, em fevereiro o deputado Marcelo Queiroz, havia apresentado um parecer favorável à aprovação do texto. Segundo o relator, a aprovação da proposta é importante para fortalecer o marco regulatório do sistema financeiro brasileiro.

Pra Queiroz, o país ainda carece de mecanismos mais eficazes para lidar com instituições financeiras de grande porte que enfrentam dificuldades e que, por sua relevância para o sistema financeiro, não podem simplesmente encerrar suas atividades sem provocar impactos econômicos.

Detalhes do processo

Apresentado há pouco mais de seis anos, o PLP 281/2019 teve o regime de urgência aprovado em novembro de 2024. Mesmo com essa tramitação acelerada, o texto ainda precisa ser votado no plenário da Câmara dos Deputados antes de seguir para análise no Senado.

A proposta estabelece novas regras para a chamada resolução bancária, mecanismo utilizado quando uma instituição financeira se encontra em situação de insolvência. Nesses casos, o objetivo da intervenção é administrar a crise da instituição e reduzir impactos negativos para o sistema financeiro e para a economia.

Segundo o relator, o projeto pretende atualizar o arcabouço regulatório brasileiro e aproximá-lo das normas internacionais adotadas em outros países para lidar com crises bancárias.

O texto pode ampliar o alcance das regras ao criar um panorama normativo que abrange diferentes participantes e segmentos do sistema financeiro. A proposta também prevê a criação de dois regimes únicos de resolução que poderão ser aplicados quando instituições financeiras forem consideradas inviáveis.

Além disso, o projeto define que diferentes órgãos responsáveis pela supervisão das instituições financeiras também poderão exercer o papel de autoridades de resolução. De acordo com o parecer apresentado pelo relator, o modelo permite o compartilhamento de informações entre essas autoridades, o que pode facilitar a gestão de crises no setor financeiro.

O que mais está na pauta?

Outro ponto destacado por Queiroz é que a proposta não tem como objetivo proteger instituições financeiras em dificuldades. Segundo ele, a prioridade é preservar funções consideradas essenciais para o funcionamento da economia, evitando impactos mais amplos no sistema financeiro.

O relator também propôs um substitutivo ao projeto original, detalhando algumas mudanças no texto. Entre os pontos alterados está o trecho relacionado à criação e ao funcionamento dos fundos de resolução. Esses fundos podem realizar operações de suporte financeiro a instituições consideradas sistemicamente relevantes que estejam submetidas a regimes de estabilização.

De acordo com o relator, essa possibilidade também pode se estender a outras instituições que não sejam classificadas previamente como sistemicamente relevantes, caso exista risco de crise sistêmica ou ameaça à estabilidade e ao funcionamento regular do sistema financeiro.

O debate sobre o projeto deve continuar entre os deputados antes de uma nova tentativa de votação no plenário da Câmara.

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