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Geopolítica

O que explica recuo do dólar e estabilização das bolsas após Trump indicar fim da guerra com Irã?

Declarações do presidente dos Estados Unidos reduziram a tensão nos mercados globais e derrubaram o petróleo

O que explica recuo do dólar e estabilização das bolsas após Trump indicar fim da guerra com Irã?

Os mercados financeiros globais reagiram positivamente após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando que o conflito militar envolvendo o Irã pode estar próximo do fim.

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O movimento trouxe alívio para investidores e reduziu a pressão sobre ativos considerados mais arriscados. As informações são do InfoMoney.

Bolsas reagiram imediatamente às falas de Trump

As bolsas de Nova York encerraram o pregão em alta após uma mudança brusca de direção ao longo do dia.

Mais cedo, os índices operavam em queda diante das tensões no Oriente Médio, mas inverteram o movimento após as declarações do presidente americano.

O índice S&P 500 terminou o dia com avanço de 0,83%, revertendo uma queda que havia chegado a 1,5% durante o pregão. O Dow Jones subiu 0,50%, enquanto o Nasdaq avançou 1,38%.

Companhias aéreas registraram ganhos relevantes no pregão, já que combustíveis mais baratos reduzem custos operacionais.

As ações da American Airlines subiram 2,33%, enquanto United Airlines e Delta registraram altas de cerca de 2,7%.

empresas petrolíferas seguiram o movimento inverso, com leve queda nas ações. Além disso, bancos e empresas de tecnologia também passaram a subir, acompanhando a melhora no apetite global por risco.

Petróleo recua e mercados asiáticos acompanham recuperação

Segundo o Valor Econômico, na Ásia, as bolsas registraram recuperação após a queda no preço do petróleo e a diminuição da tensão geopolítica.

Os contratos futuros do petróleo WTI caíram US$ 5,78, sendo negociados a US$ 88,99 por barril. O Brent também recuou, chegando a US$ 93,17 por barril.

Durante coletiva com jornalistas, Trump afirmou que a operação militar está avançando mais rapidamente do que o previsto.

“Estamos muito à frente do cronograma”, disse o presidente. Questionado por repórteres se o conflito terminaria esta semana, Trump respondeu: “Não, mas em breve, eu acho que sim. Muito em breve.”

A expectativa de uma resolução mais rápida reduziu o temor de interrupções prolongadas no transporte de energia no Oriente Médio.

Com isso, ativos considerados mais arriscados voltaram a atrair investidores. O índice Nikkei do Japão subiu 2,9%, enquanto o Kospi da Coreia do Sul avançou 5,3%.

Segundo Sally Auld, economista-chefe do grupo NAB, os ativos mais sensíveis ao crescimento econômico receberam impulso após a avaliação de que o conflito pode durar menos do que o esperado.

Como conflitos internacionais afetam dólar e mercados

Como divulgado pelo O Brasilianista, antes da mudança de expectativa sobre o conflito, os mercados já vinham reagindo com forte volatilidade desde o início das tensões no Oriente Médio.

A escalada militar envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã havia provocado um movimento global de proteção entre investidores.

Nesse tipo de cenário, o dólar costuma se fortalecer porque é considerado um ativo seguro. Investidores vendem moedas de países emergentes e compram a moeda americana como forma de proteção.

Esse comportamento havia pressionado o real e outras moedas da América do Sul. Ao mesmo tempo, a alta do petróleo ampliou o temor de inflação global, já que combustíveis mais caros elevam custos de transporte, energia e produção industrial.

Esse tipo de choque pode afetar decisões de política monetária em vários países. Combustíveis mais caros pressionam índices de inflação e podem levar bancos centrais a manter juros elevados por mais tempo.

Para empresas, a alta da energia significa custos maiores de produção e transporte. Pequenos negócios também sentem o impacto, especialmente aqueles que dependem de logística ou insumos importados.

Dilemas estratégicos dos EUA no confronto com o Irã

O avanço do conflito entre Estados Unidos e Irã colocou Washington diante de decisões delicadas no campo militar e diplomático.

Como apurado pelo O Brasilianista, a principal dificuldade para o governo americano é encontrar formas de pressionar o regime iraniano sem ampliar o confronto para uma guerra aberta, que poderia gerar custos políticos e militares elevados.

Especialistas apontam que uma invasão terrestre não é considerada uma alternativa viável neste momento.

Além do risco de baixas entre soldados americanos, aliados regionais, incluindo monarquias do Oriente Médio também demonstram cautela em relação a uma escalada militar mais ampla.

Mesmo com parte da capacidade militar iraniana enfraquecida, Teerã ainda mantém instrumentos relevantes de pressão.

Um dos principais é a possibilidade de interferir no fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de energia, o que mantém os mercados internacionais em estado de alerta.

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