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Política

Lula e Alcolumbre tentam alinhar agenda no Senado

Indicações ao STF e ao Banco Central, além da PEC da Segurança, entram no radar de articulação política

Lula e Alcolumbre tentam alinhar agenda no Senado

O presidente Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, devem se reunir até esta quinta-feira (12) em um encontro grandes decisões. A expectativa, segundo o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, é que a conversa sirva para destravar temas delicados da agenda legislativa e institucional do governo.

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Entre os assuntos centrais estão as indicações para o Supremo Tribunal Federal (STF) e para o Banco Central do Brasil, além da tramitação da chamada PEC da Segurança (PEC 18/25), uma das apostas do Planalto para ampliar a presença da União na coordenação de políticas de segurança pública.

Nos bastidores, o encontro é visto como parte de um esforço do Palácio do Planalto para garantir previsibilidade na agenda do Senado e evitar que pautas sensíveis avancem sem alinhamento prévio com o governo.

Indicação

A expectativa é que, após a reunião, o governo envie ao Congresso as mensagens com as indicações para cargos estratégicos. Para a vaga no STF aberta com a saída do ministro Luís Roberto Barroso da Corte, o nome escolhido por Lula deve ser o do atual advogado-geral da União, Jorge Messias.

PEC da Segurança como prioridade

Outro ponto central da conversa deve ser a tramitação da PEC da Segurança. Segundo Randolfe, o governo espera que o texto tenha uma tramitação “breve” e “célere” no Senado.

A proposta passará primeiro pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, posteriormente, pelo plenário. O presidente do Senado deve anunciar nos próximos dias quem ficará responsável pela relatoria. Entre os nomes cotados estão os senadores Otto Alencar, Eduardo Braga, Omar Aziz e Alessandro Vieira.

Clima político e investigações

A reunião também ocorre em um momento de pressão da oposição por investigações no Congresso, incluindo a proposta de instalação de uma comissão parlamentar de inquérito para apurar o caso envolvendo o Banco Master.

Sobre o tema, Randolfe afirmou ser favorável a qualquer instrumento de investigação. “Ninguém está acima da lei e ninguém está blindado em uma República democrática”, disse.