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Política

O que aconteceu quando os prefeitos marcharam em Brasília nesta semana

Para Motta, fortalecer as cidades é uma agenda que interessa ao desenvolvimento de todo o país

O que aconteceu quando os prefeitos marcharam em Brasília nesta semana

A capital federal transformou-se no epicentro do debate político e econômico do país nesta semana com a realização da 27ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios. Reunindo mais de 15 mil gestores municipais, entre prefeitos, vice-prefeitos, secretários e vereadores de todas as regiões, o tradicional evento anual trouxe à tona uma cobrança unificada: a urgência por maior autonomia financeira, mais recursos federais e uma redução imediata nas despesas que sufocam os orçamentos locais. O diagnóstico apresentado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) deixou claro que as cidades não suportam mais acumular novos encargos sem a devida contrapartida de receitas.

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Representando o presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin reforçou o compromisso de apoio e diálogo com os líderes municipais, confirmando uma reunião direta entre Lula e o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, acompanhado de associações estaduais, para deliberar sobre a pauta de reivindicações.

Diante de uma plateia atenta, Alckmin destacou o “espírito republicano” do governo, afirmando que a atual gestão nunca fez distinções ou perseguições com base em filiações partidárias. “Governante não pode ser capitão do mato, perseguindo lideranças por não ser da sua filiação partidária e ameaçando com a orfandade administrativa, porque é dinheiro público”, disparou o vice-presidente, que sugeriu que os prefeitos aproveitassem a estadia para visitar ministérios e destravar obras locais inacabadas.

A cerimônia de abertura contou também com forte presença do primeiro escalão do governo, incluindo os ministros José Guimarães (Relações Institucionais), Luiz Marinho (Trabalho e Emprego) e Esther Dweck (Gestão e Inovação), além das lideranças máximas do Poder Legislativo.

Congresso Nacional

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o presidente da Câmara, Hugo Motta, fizeram eco à defesa do municipalismo. Alcolumbre pontuou a forte pressão sobre as contas públicas locais e ressaltou que defender o equilíbrio fiscal dos municípios não significa ser contra os direitos dos trabalhadores brasileiros. Já Hugo Motta destacou o avanço na Câmara da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece um piso constitucional para a assistência social, um mecanismo que, segundo ele, promete desafogar o orçamento das prefeituras assim que receber o aval do Senado. Para Motta, fortalecer as cidades é uma agenda que interessa ao desenvolvimento de todo o país.

O clima de debate e a largada antecipada das discussões eleitorais ganharam força com a participação do senador e pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro. Em um pronunciamento focado em acenos ao público feminino e à região Nordeste, o parlamentar buscou se consolidar como um aliado da segurança pública rígida, prometendo mais autonomia para os gestores e redução tributária.

O discurso dividiu: enquanto arrancava aplausos calorosos de prefeitos ligados à oposição, também foi alvo de protestos, vaias e gritos como “Vorcaro” e “rachadinha” por parte de apoiadores do governo federal.