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Geopolítica

Congresso promulga Acordo Mercosul-UE. Quando as medidas entram em vigor?

O tratado é assinado após mais de duas décadas de negociações entre as partes

Congresso promulga Acordo Mercosul-UE. Quando as medidas entram em vigor?

O Congresso Nacional promulgou nesta terça-feira (17) o decreto legislativo que ratifica o Acordo Provisório de Comércio entre o Mercosul e a União Europeia (PDL 41/26).

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Segundo a Agência Câmara de Notícias, o tratado assinado em Assunção, no Paraguai, em janeiro, foi aprovado pela Câmara dos Deputados do Brasil no fim de fevereiro e pelo Senado no início de março. O acordo é assinado após mais de duas décadas de negociações entre as partes.

O texto prevê redução de impostos para 91% dos produtos importados pelo Mercosul e 95% dos produtos importados pela UE.

Quais os próximos passos do acordo?

Faltam algumas etapas para o acordo entrar em vigor. Em 27 de fevereiro, a Comissão Europeia indicou que o bloco já possui aplicação provisória do acordo comercial, agora falta a comunicação de que os países do Mercosul também liberaram o texto.

O governo brasileiro estima que o texto entre em vigor em até 60 dias após a promulgação.

O Congresso brasileiro deve acompanhar a implementação do tratado. Como informado pelo O Brasilianista, um grupo de trabalho foi criado para monitorar a aplicação do acordo e avaliar seus efeitos sobre setores produtivos.

Esse acompanhamento pode resultar em ajustes regulatórios ou novas políticas industriais para apoiar empresas brasileiras.

Além disso, o tratado ainda enfrenta debates na Europa. O Parlamento Europeu enviou o acordo para análise do Tribunal de Justiça da União Europeia, que avaliará sua compatibilidade jurídica. Vale lembrar que a aprovação inicial é temporária.

Entenda o que prevê o acordo Mercosul-UE

O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia é considerado um dos mais amplos tratados já negociados entre blocos econômicos.

Juntos, Mercosul e UE possuem cerca de 718 milhões de habitantes, com Produto Interno Bruto (PIB) conjunto de cerca de U$S 22,4 trilhões. Esse cenário mostra que o acordo é um dos maiores do mundo em livre comércio.

De um lado estão BrasilArgentina, Paraguai e Uruguai e do outro os 27 países que integram a União Europeia. As negociações não são novas, mas existem há mais de 26 anos — e somente agora os grupos conseguiram avançar no acordo.

Ele não se limita à redução de tarifas de importação e exportação. O tratado também aborda áreas como:

  • comércio de serviços;
  • investimentos internacionais;
  • compras governamentais;
  • regras regulatórias;
  • cooperação econômica.

Para empresas brasileiras, especialmente exportadoras, o tratado pode ampliar oportunidades de acesso ao mercado europeu.

Setores ligados ao agronegócio, indústria de transformação e tecnologia acompanham a tramitação com atenção.

Impacto para empresas e investidores

Conforme explicado pelo O Brasilianista, na prática, acordos comerciais desse porte alteram o ambiente competitivo das empresas. Com a redução de tarifas e barreiras comerciais, produtos brasileiros podem ganhar espaço no mercado europeu.

Ao mesmo tempo, empresas europeias passam a ter maior acesso ao mercado brasileiro. Isso tende a aumentar a concorrência em determinados setores.

Para microempreendedores e pequenas empresas, o efeito costuma aparecer de forma indireta. Mudanças nas cadeias produtivas podem alterar preços de insumos, custos de importação e oportunidades de exportação.

Para investidores, a ratificação do acordo também é vista como um sinal de integração econômica do país com mercados internacionais.

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