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Economia

5 empresas europeias que já passaram por recuperação judicial

A renda e dívidas já comprometeram diversas companhias, inclusive aquelas consideradas “sólidas”

5 empresas europeias que já passaram por recuperação judicial

A Raízen, companhia de energia formada pela parceria entre Cosan e Shell, protocolou neste mês um pedido de recuperação extrajudicial para reorganizar compromissos financeiros que somam R$ 65 bilhões.

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Grupo Pão de Açúcar (GPA), por sua vez, também iniciou um processo de recuperação extrajudicial para renegociar cerca de R$ 4,5 bilhões em compromissos financeiros.

No entanto, diversas empresas ao redor do mundo já passaram por processos similares. Conheça o caso de 5 companhias europeias que decretaram falência ou pedido de recuperação de dívidas.

5 empresas europeias que se afundaram nas dívidas

1. VLM Airlines (Bélgica)

A VLM Airlines de Bruxelas, na Bélgica, entrou com pedido de falência em dezembro de 2018 após não garantir contratos de financiamento suficientes para seguir em operação. As informações são da CH Aviation.

O Tribunal Comercial de Bruxelas designou três administradores para supervisionar o processo que demitiu cerca de 80 funcionários.

A VLM Airlines (Bruxelas) foi a última das companhias aéreas da marca VLM a cessar as operações, depois das empresas na Antuérpia e Eslovênia entrarem em liquidação em setembro e novembro do mesmo ano, respectivamente.

2. Parmalat (Itália)

A empresa alimentícia Parmalat entrou com pedido de proteção contra a falência em dezembro de 2003, após os investidores descobrirem um rombo milionário nas contas.

Segundo o European CEO, as dívidas da empresa somaram 14,3 bilhões de euros em 2004, um valor oito vezes maior do que o admitido pela empresa quando o escândalo foi descoberto.

Esse foi considerado um dos principais casos de falência da Europa.

3. Thomas Cook (Reino Unido)

O grupo britânico Thomas Cook, segundo maior operador global de viagens e turismo e o mais antigo do setor no mundo, entrou em falência em 2019, após não conseguir concluir negociações emerganciais com seu principal acionista e seus credores para obter um resgate. As informações são do El País.

A empresa, com 178 anos de história, quebrou porque não conseguiu obter 200 milhões de libras na época para garantir sua sobrevivência.

4. Northvolt (Suécia)

A empresa geradora de energia da Suécia decretou falência no início do ano passado após um esforço para explorar todos os meios disponíveis para garantir um futuro financeiro e operacional viável para a empresa.

Assim como muitas empresas do setor de baterias, a Northvolt alega que enfrentou uma série de desafios cumulativos que corroeram sua posição financeira, incluindo o aumento dos custos de capital, a instabilidade geopolítica, as consequentes interrupções na cadeia de suprimentos e as mudanças na demanda do mercado.

Além disso, a companhia enfrentou desafios internos significativos na expansão da produção, tanto de maneiras que eram esperadas devido à complexidade do setor, quanto de outras que foram imprevistas.

5. Codere (Espanha)

O grupo espanhol de jogos Codere concluiu em outubro de 2024 uma reestruturação multijurisdicional que permitiu aos credores assumirem o controle do grupo.

A transação reestruturou a dívida garantida do Grupo, no valor de 1,4 mil milhões de euros à época, o que garantiu o apoio de credores do Grupo.

O que é recuperação judicial?

A empresa que enfrenta graves dificuldades financeiras de modo que se torne incapaz de pagar seus fornecedores, bancos e outros credores, pode recorrer a um mecanismo legal para tentar se manter vivo no mercado.

Esse mecanismo se chama recuperação judicial, que inclusive, bateu recorde de pedidos em 2025 como contamos no O Brasilianista.

O procedimento é previsto na legislação brasileira com a ideia de evitar a falência e dar uma chance de reestruturação às empresas.

Se a empresa cumprir o plano de recuperação e negociar suas dívidas com sucesso, tem a chance de sair da crise. Se não, a Justiça pode decretar a falência e encerrar as atividades da companhia.

Quais as diferenças entre a recuperação extrajudicial e a falência?

Segundo o JusBrasil, entrar com um pedido de recuperação judicial é um sinal de que a empresa sabe da gravidade da situação, mas ainda acredita que é uma crise que possa passar em breve.

Diferente da falência, que encerra as atividades e liquida os bens para pagar credores, a recuperação judicial oferece à companhia a possibilidade de negociar seus débitos e reorganizar seus compromissos de forma supervisionada pela Justiça.

O pedido é feito por meio de um processo judicial onde a empresa apresenta documentos que comprovem sua crise econômica e, posteriormente, um plano de recuperação.

Por sua vez, a recuperação extrajudicial é um mecanismo utilizado para negociar dívidas diretamente com credores, evitando o envolvimento judicial, o que acelera o processo e diminui custos.

O processo da recuperação judicial

Se o pedido for aceito pelo juiz, a empresa fica protegida por um tempo no qual execuções e cobranças judiciais ficam suspensas, é aí que começa as negociações com credores, sem a pressão imediata de bloqueios ou penhoras.

Um administrador judicial é nomeado para acompanhar todo o processo e cumprir com o plano. A proposta fica submetida à aprovação dos credores. Se aprovada, passa a ser obrigatória para todas as partes.

A empresa precisa honrar seus compromissos de forma organizada, preservar empregos, manter a produção e evitar a liquidação total de seus bens.

Por isso, muitas empresas buscam a recuperação extrajudicial, que acelera muitas dessas etapas ao negociar os débitos diretamente com credores.

Quem pode pedir e quais são as consequências?

Nem todas as organizações podem solicitar recuperação judicial. Apenas empresários e sociedades empresárias regulares podem fazê-lo. Instituições financeiras, empresas públicas e outras entidades específicas, por exemplo, estão excluídas dessa possibilidade.

Se a empresa conseguir cumprir seu plano de reestruturação, as conversas com os credores forem bem-sucedidas e as metas forem alcançadas, ela poderá sair fortalecida da crise.

Caso contrário, se não conseguir cumprir os termos definidos, a Justiça pode decretar sua falência.

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