A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) realiza o primeiro leilão de transmissão do ano nesta sexta-feira (27) na B3, em São Paulo. O certame oferta cinco lotes com investimento estimado de R$ 3,3 bilhões, de acordo com o InfoMoney.
O leilão, inicialmente, traria dez lotes, mas cinco ficaram de fora dessa vez em meio a um arranjo que está sendo construído entre o Ministério de Minas e Energia (MME) e a MEZ Energia.
Quem participar do certame desta sexta consegue indicar lances para lotes que contêm subestações, compensadores síncronos – usados na estabilização da rede elétrica -, além de linhas em transmissão. No total, serão leiloados 798 novos quilômetros de linhas e 1.950 megavolt-ampère (MVA) em capacidade de transformação.
O lote 3 é o maior em investimento, de R$ 1,4 bilhão, seguido pelo quinto lote, que exige investimento de R$ 1 bilhão. Juntos, esses lotes representam 71% do investimento total ofertado nesse leilão.
Os empreendimentos se localizam em nos seguintes estados: Bahia, Ceará, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.
Leilão de contratação de reserva energética
Conforme noticiado pelo O Brasilianista na última semana, a Aneel, por meio do Ministério de Minas e Energia e pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), realizou o primeiro leilão de contratação de reserva de capacidade na forma de potência (LRCAP) de 2026.
Segundo a Agência Brasil, o leilão teve 100 vencedores, com uma potência instalada de 29,7 mil megawatts e contratada de 18,9 mil megawatts, o que resultou em receita total de R$ 515,7 bilhões, investimentos de R$ 64 bilhões e economia de R$ 33,6 bilhões.
O leilão de reserva de capacidade serve para contratar energia e garantir a potência firme e a segurança do Sistema Interligado Nacional, buscando evitar problemas no fornecimento de energia elétrica, especialmente em momentos críticos.
O evento foi o segundo já realizado pela Aneel e é um dos mais importantes do ano, visto que contratou potência de usinas hidrelétricas e termelétricas a carvão natural e gás natural, em meio à crise do petróleo e hídrica, o que impediria o uso de hidrelétricas.
“Hoje é um dia histórico para o setor elétrico brasileiro e para os próximos 10 anos da segurança energética do Brasil. Nós fizemos o maior leilão de térmicas da história desse país”, disse Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia, que acompanhou o leilão online na capital paulista.
Para o ministro, em declaração a jornalistas pouco antes do término do leilão, o problema de potência do sistema energético brasileiro fica solucionado após as negociações finalizadas no leilão. As informações ainda são da Agência Brasil.
“Quando a gente contrata uma térmica, nós estamos falando, além de segurança energética, de menor tarifa para o consumidor. Uma coisa é contratar uma térmica, que já tem um custo fixo, e é disputada em um leilão público. A outra coisa é ser contratado de forma emergencial, pagando muito mais caro”, disse Silveira.
Ele também alegou que esse talvez seja um dos últimos leilões de energia não-renovável contratado pelo governo.

