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Economia

Dia do Mercosul: entenda como surgiu o bloco e por que ele ainda é estratégico para o Brasil

Acordo criado há mais de três décadas influencia comércio, circulação de pessoas e políticas regionais

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O Dia do Mercosul, celebrado em 26 de março, marca a criação de um dos principais blocos econômicos da América do Sul e ajuda a explicar como a integração regional influencia o dia a dia de países como o Brasil.

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Mais de três décadas após sua criação, o grupo segue impactando comércio, circulação de pessoas e decisões políticas na região.

Segundo o site do MERCOSUL, o marco remete à assinatura do Tratado de Assunção, em 1991, quando Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai formalizaram a criação do Mercado Comum do Sul.

Contexto inicial

O Mercosul surgiu em um momento de aproximação entre países sul-americanos, que buscavam fortalecer relações comerciais e reduzir barreiras econômicas.

De acordo com o Governo Federal, o bloco foi concebido como um projeto de integração que envolve dimensões econômicas, políticas e sociais.

A proposta inicial incluía facilitar o comércio entre os países e criar condições mais equilibradas de concorrência.

Regras comerciais

Um dos pilares do Mercosul é a tentativa de padronizar regras para o comércio entre os países-membros. Esse modelo busca reduzir custos e ampliar o fluxo de mercadorias.

O tratado prevê a livre circulação de bens, serviços e fatores produtivos, além da eliminação de tarifas internas.

O acordo também estabelece uma tarifa externa comum, que regula negociações com países de fora do bloco.

Organização interna

Para garantir o funcionamento do sistema, o Mercosul criou uma estrutura institucional com diferentes órgãos responsáveis por decisões e execução de políticas.

O Conselho do Mercado Comum (CMC) é o principal órgão decisório, enquanto o Grupo Mercado Comum (GMC) atua na execução das medidas.

A Comissão de Comércio do Mercosul (CCM) acompanha as regras comerciais e regula as relações entre os integrantes.

Membros e associados

O bloco é composto por países com diferentes níveis de participação, o que amplia sua atuação regional. Segundo a publicação do MERCOSUL, Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai são membros plenos, com direito a voto nas decisões.

A Bolívia está em processo de adesão, enquanto países como Chile, Peru e Colômbia participam como associados, com acordos comerciais, mas sem direito a voto.

Expansão de áreas

Com o tempo, o Mercosul passou a atuar além do comércio, incorporando novas áreas de cooperação entre os países.

O bloco desenvolveu iniciativas voltadas a temas sociais, culturais e de integração produtiva. Essas ações incluem acordos migratórios, cooperação em políticas públicas e projetos de desenvolvimento regional.

Peso econômico

A relevância do Mercosul está diretamente ligada ao tamanho do mercado que ele representa e ao potencial de integração entre as economias.

O bloco reúne cerca de 280 milhões de pessoas e ocupa uma área de aproximadamente 15 milhões de quilômetros quadrados.

Dificuldades estruturais

Apesar dos avanços, o Mercosul enfrenta desafios que influenciam seu funcionamento e sua capacidade de expansão.

Conforme publicação do MERCOSUL, as decisões do bloco exigem consenso entre os países, o que pode tornar o processo mais lento.

Inserção global

O Mercosul também atua como instrumento de negociação internacional, permitindo que os países se posicionem de forma conjunta em acordos externos.

O bloco mantém parcerias comerciais e de cooperação com países e organizações em diferentes regiões do mundo. Essa atuação amplia a relevância estratégica do grupo no cenário global.

Acordo internacional

O acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia entra em uma nova fase após mais de duas décadas de negociação, com previsão de aplicação provisória a partir de 1º de maio.

Como informado pelo O Brasilianista, a decisão permite que parte das regras comerciais passe a valer antes da ratificação completa pelos parlamentos europeus, o que já abre espaço para redução de tarifas e maior previsibilidade nas relações econômicas entre os blocos.

Essa etapa inicial deve impactar diretamente empresas e exportadores, ao facilitar o acesso a mercados e reduzir barreiras comerciais.

O tratado prevê normas mais claras para investimentos, serviços e compras públicas, além de exigências ambientais e sanitárias mais rigorosas.

A expectativa é de ampliação do fluxo comercial e atração de investimentos, embora o acordo ainda enfrente resistências políticas em países europeus, especialmente no setor agrícola.

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