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Economia

Lula quer diminuir juros do rotativo visando melhorar sua popularidade em ano eleitoral

As taxas são um dos principais causadores da inadimplência no Brasil

Lula quer diminuir juros do rotativo visando melhorar sua popularidade em ano eleitoral

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estuda possibilidades de reduzir o custo do rotativo do cartão de crédito em meio ao impacto negativo da alta do endividamento das famílias em ano eleitoral. De acordo com fontes ouvidas pela Folha de S. Paulo, o tema foi pauta da reunião do presidente com a cúpula do Executivo na semana passada.

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O encontro também avaliou as principais fontes de desgaste do governo no cenário eleitoral. Na última terça-feira (24) a equipe econômica se reuniu novamente para discutir essa possibilidade.

Conforme mostrado pelo O Brasilianista, o juros do rotativo do cartão de crédito é um dos principais causadores da inadimplência no Brasil. Segundo o Uol, o juro médio cobrado pelo rotativo de todos os bancos em janeiro caiu em relação a dezembro, mas seguiu no patamar de 424,5%.

A avaliação da equipe econômica é de que o alto comprometimento da renda com o pagamento das dívidas tem feito com que as famílias acabem o mês sem dinheiro. Esse cenário aumenta o mal-estar com o governo, apesar de um ambiente com redução do desemprego, geração de renda e controle da inflação.

Os auxiliares de Lula indicam que todo o aumento de renda está indo embora com as dívidas.

Para que as taxas do rotativo sejam reduzidas, uma das propostas em análise e definir um teto para a cobrança de juros. Outra possibilidade é regulamentar o uso do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como garantia para o consignado privado, o que pode baixar os juros.

Fontes ouvidas pela Folha indicaram que o Congresso dificilmente impediria a pauta, especialmente em ano eleitoral.

Endividamento recorde das famílias em 2026

Brasil tinha cerca de 81,7 milhões de endividados em fevereiro deste ano, o maior número de inadimplentes de toda a série histórica do Mapa da Inadimplência da Serasa, e que representa 49,87% da população total. Os brasileiros veem aumento nas dívidas nos últimos 14 meses de acordo com o levantamento.

São aproximadamente R$ 539 bilhões em débitos entre todos os casos registrados, uma média de R$ 6.598,13 por pessoa. Já o valor médio de cada dívida é de R$ 1.623,40.

Os brasileiros com idades entre 41 e 60 anos representam a maior fatia da população com nome sujo, aproximadamente 35,6% de todos os inadimplentes. Em seguida, os cidadãos entre 26 a 40 anos (33,5%), acima de 60 anos (19,8%) e os jovens entre 18 e 25 anos (11,1%) aparecem na ordem dos mais endividados.

Em comparação com o mesmo mês do ano passado, o número de inadimplentes subiu 8,93% entre fevereiro de 2025 e 2026. Já em relação a janeiro, o volume de brasileiros com dívidas subiu em 0,49%.

Juros em alta

O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu cortar a taxa básica de juros e fixou a Selic em 14,75% ao ano na última reunião. A medida foi tomada em um contexto de maior instabilidade global e diante de sinais de desaceleração da economia brasileira, mantendo o foco no controle da inflação.

Ao reduzir a Selic, o Copom entende que a medida contribui para a convergência da inflação ao longo do tempo, sem comprometer a estabilidade econômica. A decisão também considera a necessidade de reduzir oscilações na atividade e favorecer o emprego.

Banco Central avaliou que o período de juros elevados já produziu efeitos sobre a economia, criando espaço para ajustes graduais. Mesmo assim, o ambiente ainda exige cautela, especialmente diante das incertezas externas.

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