Na última quarta-feira (25), a Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) apresentou sua primeira aeronave supersônica fabricada no Brasil, no aeródromo da Embraer em Gavião Peixoto (SP). As informações são do Broadcast.
Durante a cerimônia que aconteceu ontem, o CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto e o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, “batizaram” a aeronave supersônica de F-39E.
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) comentou brevemente que a indústria de defesa brasileira é “um seguro para a soberania nacional e a vanguarda do desenvolvimento industrial”.
O caça Gripen E pode atingir até 2.470 km/h, o que representa duas vezes a velocidade do som. Ainda, possui de 22,5 mil itens, somando 15,2 metros de comprimento e 8,6 metros de envergadura.
Mais arsenal supersônico para a FAB
O F-39E faz parte de um contrato assinado há mais de uma década, que prevê a aquisição de 36 aeronaves pela Força Aérea Brasileira (FAB) em parceria com a Saab.
A FAB já garantiu 12 unidades nos últimos seis anos. Vale lembrar que a produção do Gripen no Brasil é a única que existe fora da Suécia, por meio de uma fábrica inaugurada em maio de 2023 nas instalações da Embraer em Gavião Peixoto. O espaço é focado na produção de aviões militares.
A Saab ganhou a licitação para apoiar financeiramente o projeto de avião supersônico em 2013, em uma operação avaliada em US$ 4 bilhões à época. A americana Boeing e a francesa Dassault também tentaram — sem sucesso — entrar no programa voltado à renovação da frota de caças da FAB, ao oferecer transferência de tecnologia e capacitação industrial no Brasil.
Durante o projeto FX-2, a empresa sueca treinou mais de 350 profissionais brasileiros, entre técnicos, engenheiros e pilotos para estarem aptos a manipular o caça Gripen.
O presidente e CEO da Saab, Micael Johansson, celebrou a apresentação do F-39E Gripen e classificou o anúncio como um marco histórico, com destaque para a parceria entre os dois países. “Agora o Brasil faz parte do seleto grupo de países capaz de produzir essa aeronave, mostrando capacidade, dedicação e excelência técnica, assim como a liderança da Embraer no segmento”, disse, ainda de acordo com o Broadcast.
Alçando novos mercados
A unidade da Embraer em Gavião Peixoto inclui linha de produção, testes em voo e desenvolvimento dos caças, bem como outras etapas centrais do programa no País.
Por esse motivo, a produção brasileira pode atender outros mercados próximos, como oportunidades na Colômbia e em outros países.
No fim de 2025, a Saab anunciou um acordo com o governo da Colômbia para o fornecimento de 17 caças Gripen E/F. O Brasil deve embolsar 3,1 bilhões de euros com a medida, ao mesmo tempo que as entregas estão previstas para 2026 e 2032.

