A concessão do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, o Galeão, movimentou R$ 2,9 bilhões e redefiniu as condições de operação do terminal, conforme informações do Ministério de Portos e Aeroportos.
A disputa foi realizada na B3, em São Paulo, e terminou com a escolha da operadora espanhola Aena. O procedimento adotado foi diferente dos leilões tradicionais.
Como informado pela pasta, a operação foi estruturada para ajustar o contrato existente e evitar a descontinuidade da concessão do aeroporto.
Disputa entre operadores
De acordo com o ministério, três grupos participaram da concorrência pelo Galeão: a concessionária RIOgaleão, a Aena e a Zurich Airport. A atual operadora reúne a Vinci Compass e a empresa Changi, de Singapura.
O leilão teve sequência de lances em viva-voz e definiu a empresa responsável pela administração do terminal nos próximos anos.
Novas condições contratuais
Segundo dados divulgados pelo governo federal, o contrato estabelece repasse de parte da receita operacional, com percentual fixado em 20% até 2039.
A empresa vencedora passa a assumir integralmente os compromissos ligados ao aeroporto, incluindo responsabilidades financeiras e operacionais.
Saída da estatal
Ainda conforme o ministério, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) deixou de integrar a sociedade responsável pelo aeroporto.
A estatal possuía 49% da concessionária anterior. Com a mudança, a gestão passa a ser exercida exclusivamente pela nova operadora.
Participação de órgãos de controle
Como informado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o redesenho do contrato contou com participação do Tribunal de Contas da União (TCU).
O processo foi conduzido em ambiente de negociação institucional voltado à revisão de concessões em andamento.
Queda de demanda
Dados do Ministério de Portos e Aeroportos indicam que o Galeão registrou redução no número de passageiros após o ciclo de investimentos associado à Copa do Mundo de 2014 e aos Jogos Olímpicos de 2016.
O movimento foi afetado posteriormente pela pandemia de Covid-19, que impactou o transporte aéreo no país.
Ainda segundo dados oficiais, a movimentação conjunta do Galeão e do Santos Dumont passou de 18,9 milhões de passageiros em 2023 para 23,5 milhões em 2025. Os números refletem o acompanhamento do fluxo de passageiros após alterações na malha aérea.
Histórico de leilões
Além do Galeão, o governo federal realizou concessões de aeroportos de menor porte. Segundo balanço do Ministério de Portos e Aeroportos, 13 unidades regionais foram leiloadas em 2025.
Os ativos estão distribuídos entre estados do Nordeste e da Amazônia Legal, com contratos voltados à operação e manutenção das estruturas.
Como apurado pela CNN Brasil, a concessionária do Aeroporto Internacional de Guarulhos ficou com a maior parte dos ativos incluídos no leilão regional.
A empresa assumiu 12 dos 13 aeroportos que receberam propostas durante o certame realizado na B3. Os contratos preveem investimentos superiores a R$ 700 milhões nas unidades concedidas.
Novas concessões previstas
De acordo com a Agência Brasil, o governo federal prevê a realização de 21 novos leilões de aeroportos ao longo de 2026.
O planejamento inclui projetos em diferentes regiões e faz parte do cronograma apresentado pelo Ministério de Portos e Aeroportos.
Segundo o ministério, foram realizados 21 leilões em 2025, considerando setores de aviação e portos. Os contratos firmados somam cerca de R$ 11 bilhões em investimentos, conforme dados apresentados em balanço oficial.
Obras em Jacarepaguá
O Aeroporto de Jacarepaguá, na zona oeste do Rio de Janeiro, entrou em uma nova etapa de obras após início da Fase 1B do contrato de concessão, como informado pelo Ministério de Portos e Aeroportos.
Como divulgado pelo O Brasilianista, os investimentos previstos chegam a cerca de R$ 120 milhões e incluem intervenções voltadas à segurança operacional e à modernização da infraestrutura do terminal.
De acordo com a pasta, a concessionária responsável pela administração é a PAX Aeroportos, que conduz as melhorias no local.
Entre as intervenções estão a recuperação da pista de pouso, reestruturação do pátio de aeronaves, atualização dos sistemas de iluminação e sinalização, além da criação de áreas de segurança e requalificação das instalações de apoio aos passageiros.

