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Geopolítica

MDIC abre consultas sobre acordos do Mercosul com Coreia do Sul e Vietnã e mobiliza setor produtivo

Governo brasileiro abre espaço para participação social em tratativas internacionais com países asiáticos

MDIC abre consultas sobre acordos do Mercosul com Coreia do Sul e Vietnã e mobiliza setor produtivo

O Governo Federal deu início, nesta quarta-feira (01), a uma nova etapa nas negociações comerciais envolvendo o Mercosul e países asiáticos. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços abriu consultas públicas para coletar contribuições da sociedade sobre possíveis acordos com Vietnã e Coreia do Sul.

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A participação está aberta por 45 dias e pode ser feita por meio de formulários específicos para cada negociação. A proposta é reunir opiniões de empresários, especialistas, acadêmicos e outros interessados, ampliando o debate antes da definição das estratégias brasileiras.

O processo é coordenado pela Secretaria de Comércio Exterior e busca reunir dados e percepções que ajudem o país a se posicionar nas tratativas internacionais.

Como funcionam as consultas abertas?

As contribuições devem ser enviadas dentro do prazo estipulado e serão analisadas pelo governo para orientar a atuação do Brasil nas negociações conduzidas em conjunto com os demais países do Mercosul.

A iniciativa permite identificar demandas específicas de setores produtivos e possíveis impactos das negociações. A ideia é mapear tanto oportunidades quanto riscos antes do avanço formal dos acordos.

Além de empresas, o governo também espera a participação de instituições de ensino e entidades representativas, ampliando o alcance das discussões.

Negociação com a Coreia do Sul prevê acordo amplo

No caso da Coreia do Sul, a consulta pública trata de um possível Acordo de Livre Comércio com escopo mais abrangente. A proposta inclui temas que vão além da redução de tarifas.

Entre os pontos em análise estão acesso a mercados de bens e serviços, investimentos e regras relacionadas ao comércio internacional. Também entram na pauta questões como exigências sanitárias, barreiras técnicas e normas para o comércio digital.

Esse tipo de acordo tende a ter impacto mais amplo na economia, ao envolver diferentes setores e estabelecer regras mais detalhadas para as relações comerciais entre os países.

Proposta com Vietnã tem alcance mais limitado

Já no caso do Vietnã, a negociação segue um caminho diferente. O foco é um Acordo de Preferências Comerciais, considerado mais restrito em comparação a um tratado de livre comércio.

A proposta busca ampliar gradualmente o fluxo de comércio entre as partes, com redução de tarifas em setores específicos. Também há previsão de medidas para facilitar operações comerciais.

Esse modelo costuma ser adotado como etapa inicial, permitindo avanços progressivos sem exigir mudanças mais amplas de imediato.

Impactos para o Brasil e próximos passos

As manifestações recebidas ao longo da consulta pública devem servir como base para a definição da posição brasileira nas negociações internacionais. O material coletado será utilizado para orientar decisões estratégicas do governo.

A participação social pode influenciar diretamente quais setores terão maior prioridade e quais pontos exigirão mais atenção nas tratativas.

Após essa etapa, o Brasil seguirá alinhado com os demais membros do Mercosul na condução das negociações, levando em conta as contribuições recebidas e os interesses econômicos envolvidos.

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