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Política

Briefing: Combustíveis sob pressão, pacote fiscal e tensão global

Conflito entre EUA e Irã, mudanças na Petrobras e agenda política se sobrepõem no cenário econômico

Briefing: Combustíveis sob pressão, pacote fiscal e tensão global

O Governo Federal anunciou um pacote com impacto estimado em R$ 31 bilhões para ampliar subsídios ao diesel e ao gás de cozinha, elevando a ajuda para até R$ 1,52 por litro no combustível importado e zerando tributos sobre querosene de aviação e biodiesel.

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As medidas buscam conter a alta de preços provocada pela guerra no Irã, que elevou o petróleo a US$ 112,41 por barril e pressionou a inflação no país. As informações são da Folha de São Paulo.

Subsídio ao diesel chega a R$ 1,52 por litro

A subvenção ao diesel foi ampliada dos R$ 0,32 anunciados em março para R$ 1,12 por litro no produto nacional e R$ 1,52 no importado.

A medida integra um pacote que também inclui desoneração de tributos para combustíveis utilizados na aviação.

Como informou a Folha de S.Paulo, o governo pretende reduzir o impacto imediato da alta internacional do petróleo sobre os preços internos, especialmente em um contexto de pressão inflacionária.

O ministro da Fazenda em exercício, Dario Durigan, afirmou que fatores externos continuam influenciando a formação de preços, o que mantém a possibilidade de novos aumentos ao consumidor.

Custo das medidas pode chegar a R$ 31 bilhões

As ações têm duração inicial de dois meses, com possibilidade de prorrogação por igual período, dependendo da evolução do cenário internacional. O custo estimado no curto prazo é de cerca de R$ 15 bilhões.

De acordo com O Globo, o impacto total pode alcançar R$ 31 bilhões, considerando a extensão das medidas até o fim do ano.

A compensação fiscal deve ocorrer por meio do imposto sobre exportação de petróleo, criado anteriormente como forma de equilibrar as contas públicas.

Demissão na Petrobras após leilão de gás

O conselho de administração da Petrobras decidiu demitir o diretor de Logística, Comercialização e Mercados, Cláudio Schlosser, responsável pela área de preços de combustíveis.

Segundo a Folha de S.Paulo, a decisão ocorre após um leilão de gás de cozinha que registrou ágios de até 117%, aumentando a pressão política sobre a estatal.

A diretora de Transição Energética, Angélica Laureano, foi indicada para assumir a função, em meio à reorganização interna da empresa.

Governo indica novo nome para conselho da estatal

O governo indicou Guilherme Mello para assumir a presidência do conselho de administração da Petrobras, após a saída de Bruno Moretti do cargo.

O Globo informou que a mudança ocorre devido à nomeação de Moretti para o Ministério do Planejamento, o que impede sua permanência na função.

O conselho tem atribuições estratégicas, incluindo aprovação do plano de negócios e supervisão da diretoria da empresa.

IPI sobre cigarros sobe para R$ 3,50 por maço

O governo anunciou aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre cigarros, elevando a alíquota de R$ 2,25 para R$ 3,50 por maço.

Informações da Folha de S.Paulo indicam que a medida também inclui aumento do preço mínimo do produto, de R$ 6,50 para R$ 7,50.

A estimativa é de arrecadação adicional de R$ 1,2 bilhão, com o objetivo de compensar parte da perda de receitas com desonerações.

Petróleo sobe com ameaça de conflito ampliado

O petróleo WTI fechou em alta de 0,77%, cotado a US$ 112,41 por barril, após a escalada de tensões entre Estados Unidos e Irã.

O Estadão informou que o movimento ocorreu após declarações do presidente Donald Trump, que ameaçou novas ações contra o país asiático. A instabilidade no Oriente Médio elevou o risco de interrupções no fornecimento global de petróleo.

Banco Central defende cautela nos juros

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que a instituição deve manter cautela na condução da política de juros.

Segundo a Folha de S.Paulo, a avaliação ocorre em um cenário de incerteza global e aumento das pressões inflacionárias. Galípolo destacou que a estabilidade de preços continua sendo prioridade da autoridade monetária.

Crítica à política fiscal e impacto nos juros

O ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga afirmou que a condução da política fiscal dificulta o controle da inflação no país, em um cenário já pressionado pela alta do petróleo no mercado internacional. A avaliação foi feita após evento no Rio de Janeiro.

Segundo a Folha de S.Paulo, o economista destacou que o Banco Central atua dentro das limitações impostas pelo ambiente atual, mas enfrenta obstáculos adicionais decorrentes da política fiscal.

Fraga afirmou que o país não tem adotado medidas que facilitem o trabalho da autoridade monetária, em meio ao aumento das incertezas provocado pelo conflito no Oriente Médio.

Proposta prevê fim da escala 6×1

O governo decidiu encaminhar ao Congresso um projeto de lei para extinguir a jornada de trabalho 6×1, modelo em que o trabalhador atua seis dias seguidos e descansa apenas um.

O Valor Econômico informou que a proposta prevê dois dias de folga por semana, limite de 40 horas semanais e manutenção dos salários.

A iniciativa gerou divisão dentro da base governista e deve ser discutida previamente com o presidente da Câmara, Hugo Motta, antes do envio formal.

Justiça dos EUA mantém apuração sobre Banco Master

A Justiça dos Estados Unidos autorizou a continuidade das investigações sobre ativos ligados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro no caso do Banco Master.

De acordo com a Folha de S.Paulo, o liquidante do banco poderá seguir solicitando documentos e informações de empresas e pessoas que tiveram relação com o empresário.

Desde janeiro, já foram expedidas mais de 28 intimações envolvendo galerias de arte e negócios do mercado de luxo.

Aneel avalia cassação de concessão em São Paulo

A Agência Nacional de Energia Elétrica retomou a análise sobre a concessão da Enel em São Paulo, com possibilidade de recomendar o encerramento do contrato.

Segundo O Globo, a eventual decisão pode gerar indenização entre R$ 13 bilhões e R$ 14 bilhões à empresa, referente a investimentos ainda não amortizados.

A discussão ocorre em meio a avaliações sobre a qualidade do serviço prestado e os impactos financeiros de uma eventual mudança.

Bancada do PSD muda perfil após janela partidária

O fim da janela partidária alterou a composição de partidos na Câmara dos Deputados, com mudanças relevantes no PSD.

A Folha de S.Paulo informou que a legenda passou a ter perfil mais concentrado no Nordeste e mais alinhado ao presidente Lula, após a entrada e saída de parlamentares.

O partido encerrou o período com 49 deputados, resultado de uma movimentação que envolveu a saída de 14 integrantes e a chegada de 16 novos nomes.

Renúncias ampliam disputa eleitoral nos estados

Dez governadores e 11 prefeitos de capitais deixaram seus cargos para disputar as eleições deste ano, intensificando a reorganização política nos estados.

O Globo destacou que entre os nomes estão Ronaldo Caiado e Romeu Zema, que se posicionam como pré-candidatos à Presidência.

No Distrito Federal, a saída de Ibaneis Rocha levou à posse da vice Celina Leão, que passa a ocupar o cargo.

STF avalia cenário em caso de delação

O Supremo Tribunal Federal e a Procuradoria-Geral da República avaliam possíveis desdobramentos caso uma eventual delação de Daniel Vorcaro envolva ministros da Corte.

Segundo a Folha de S.Paulo, autoridades consideram que a situação pode exigir equilíbrio entre cautela e avanço das investigações. O caso envolve possíveis conexões com os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.

Declaração de Mendonça trata de conduta judicial

O ministro do Supremo Tribunal FederalAndré Mendonça afirmou que a atuação de magistrados exige prudência e distanciamento de relações pessoais.

A declaração foi feita durante evento na Assembleia Legislativa de São Paulo, sem menção direta a casos específicos.

A Folha de S.Paulo informou que o posicionamento ocorre em meio a discussões sobre regras de conduta no Judiciário.

Disputa por vaga no TCU avança na Câmara

A Câmara dos Deputados iniciou os preparativos para a eleição de um novo representante no Tribunal de Contas da União, com instalação de cabines de votação.

O Valor Econômico mostrou que a movimentação indica avanço nas articulações políticas em torno da escolha.

Nos bastidores, há expectativa de cumprimento de acordo que favorece o deputado Odair Cunha, com apoio do presidente da Casa, Hugo Motta.

Caiado defende operação policial no Rio

O pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado elogiou operação policial realizada em comunidades do Rio de Janeiro que resultou em 122 mortes.

Segundo relato da Folha de S.Paulo, o ex-governador destacou a estratégia da ação e defendeu maior participação das Forças Armadas na segurança pública. A operação citada foi a mais letal da história do estado e não resultou na prisão do principal alvo.

Proposta sobre reeleição entra na pauta

O senador Flávio Bolsonaro apresentou proposta de emenda à Constituição para impedir a reeleição ao cargo de presidente da República.

A Folha de S.Paulo informou que a iniciativa busca ampliar alianças políticas ao sinalizar abertura para novas candidaturas futuras.

Disputa por vice ganha novos nomes

A definição do candidato a vice na chapa presidencial de Flávio Bolsonaro se concentra entre duas alternativas.

O Estadão informou que a disputa envolve a senadora Tereza Cristina e o ex-governador Romeu Zema. A escolha leva em consideração fatores regionais e a relação com setores econômicos, como o agronegócio.

Palanques estaduais ganham peso na eleição

A formação de alianças nos estados se tornou elemento central na disputa presidencial, com impacto direto na estrutura das campanhas.

O Estadão destacou que tanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quanto Flávio Bolsonaro buscam ampliar apoios regionais.

Estados considerados estratégicos seguem com cenário indefinido, aumentando a relevância das articulações locais.

STF condena empresário por atos de 8 de janeiro

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal condenou o empresário Alcides Hahn a 14 anos de prisão em regime fechado.

A decisão envolve financiamento de transporte para manifestantes que participaram dos atos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília.

Segundo a Folha de S.Paulo, o julgamento ocorreu no plenário virtual e teve votos favoráveis à condenação por parte da maioria dos ministros.

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