Conforme indicado pelo O Brasilianista, o Irã enviou aos Estados Unidos uma proposta com alguns pontos para encerrar a guerra no Oriente Médio, na última terça-feira (07). Em resposta, Teerã concordou em abrir temporariamente o Estreito de Ormuz, principal canal de passagem do petróleo mundial.
Para os países que possuem cargas na região, faltam informações das real segurança da passagem. Uma das condições para que o Irã e Omã sigam com a abertura é o controle da navegação, além de um pedágio.
O valor não será aplicado para todas as transportadoras ou países e o montante não está completamente definido. No entanto, relatos de fontes a par do assunto mencionaram à Bloomberg que o Irã deve cobrar US$ 2 milhões por trânsito a depender da transportadora.
O conteúdo do acordo não foi divulgado na íntegra, mas trechos foram apresentados pelo Conselho de Segurança Nacional iraniano e repercutidos pela Al Jazeera. Irã e Estados Unidos devem se reunir em Islamabad, no Paquistão, na sexta-feira (10), para abrir as tratativas, segundo a mídia estatal iraniana.
Em relação ao tráfego no Estreito desde o cessar-fogo, a Bloomberg indica que apenas sete navios foram vistos saindo da região e somente três entraram no canal. Em tempos de paz, mais de 135 navios transitam pela região por dia.
Na última semana, o assessor do Kremlin, Yuri Ushakov, disse que o Estreito de Ormuz já estava aberto para a Rússia. Como mostrado pelo O Brasilianista, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, alegou em entrevista exclusiva ao canal norte-americano MS NOW que o Estreito está fechado apenas para os “petroleiros e navios pertencentes aos nossos inimigos, àqueles que nos atacam e seus aliados”.
Mais de 15 países negociam condições de abertura do Estreito
O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que aproximadamente 15 países planejavam facilitar a retomada do tráfego pelo Estreito de Ormuz. Segundo a CNN, a declaração ocorreu após o anúncio do cessar-fogo.
“Cerca de 15 países estão atualmente mobilizados e participando do planejamento, sob a liderança da França, para viabilizar a implementação desta missão estritamente defensiva em coordenação com o Irã, a fim de facilitar a retomada do tráfego aéreo”, disse Macron em reunião sobre defesa.
O presidente francês ainda destacou que deseja que o Líbano seja incluído no acordo de paz, visto que a situação do país está crítica.
Principais pontos do plano de paz entre EUA e Irã
- Coordenação das forças armadas do Irã para preservar influência estratégica na região
- Suspensão dos combates contra os grupos integrantes do chamado “eixo da resistência”
- Retirada completa das tropas americanas de todas as bases localizadas na área de conflito
- Estabelecimento de normas de passagem segura no Estreito de Ormuz, garantindo a primazia iraniana conforme o acordo
- Reparação total pelos prejuízos infligidos ao Irã durante as hostilidades
- Cessação de todas as sanções diretas e indiretas, bem como de resoluções de organismos internacionais
- Liberação dos ativos e propriedades iranianas congelados no exterior
- Validação formal do acordo por meio de resolução obrigatória do Conselho de Segurança

