Os ataques lançados pelo Irã deixaram de atingir apenas o território israelense e passaram a alcançar diretamente instalações militares dos Estados Unidos e de seus aliados no Oriente Médio.
Como informou O Brasilianista, a ofensiva americana contra o Irã destruiu mais de 2 mil alvos militares, incluindo centros de comando, bases de mísseis, instalações nucleares e estruturas estratégicas.
Em resposta à ampliação dessa campanha, Teerã expandiu sua retaliação para bases militares, radares, aeronaves e embarcações ligadas aos Estados Unidos em diferentes países da região.
Bases militares passaram a concentrar a resposta iraniana
A ofensiva iraniana passou a atingir uma ampla rede de instalações militares americanas distribuídas pelo Oriente Médio. Entre os países afetados estão Bahrein, Kuwait, Catar, Jordânia, Síria, Omã e Iraque, em uma escalada que marcou a ampliação da guerra para além do território iraniano.
Na Síria, a Guarda Revolucionária afirmou ter atacado a base americana de Al-Tanf, próxima à fronteira com o Iraque. Em Omã, Teerã anunciou bombardeios contra radares marítimos e sistemas de controle aéreo utilizados pelos Estados Unidos, embora autoridades locais não tenham confirmado danos às instalações.
O Catar também entrou na lista de países atingidos. Segundo autoridades catarianas, diversos projéteis foram interceptados antes de alcançar seus objetivos.
Ainda assim, uma criança ficou ferida por estilhaços decorrentes das interceptações. O Irã afirmou ter como alvo a Base Aérea de Al Udeid, principal instalação militar americana no país.
Ataques atingiram bases e aeronaves americanas
Uma das ações mais recentes teve como foco aeronaves militares dos Estados Unidos estacionadas no Aeroporto de Aqaba, na Jordânia.
O governo iraniano informou que aviões de transporte C-17 Globemaster III e aeronaves de patrulha P-8 Poseidon foram atingidos durante a 21ª fase da Operação Nasr 2, conduzida pela Guarda Revolucionária.
Além da Jordânia, Teerã declarou ter atacado equipamentos militares americanos no acampamento de Al-Adiri e na Base Aérea Ali Al Salem, no Kuwait.
O governo kuwaitiano informou ter interceptado drones considerados hostis durante a operação, enquanto sirenes também foram acionadas em áreas militares da Síria.
Também houve novos ataques contra instalações militares americanas no Bahrein, Kuwait e Jordânia após bombardeios realizados pelos Estados Unidos no sul do Irã.
Segundo autoridades iranianas, a ofensiva buscou atingir bases, radares e outras estruturas ligadas às forças americanas, enquanto o Comando Central dos EUA informou que mantinha operações contra centros de comando, lançadores de mísseis, drones e sistemas de defesa aérea iranianos.
Conflito passou a afetar rotas marítimas e negociações
Além das bases militares, a escalada atingiu uma das principais rotas comerciais do mundo. A Guarda Revolucionária anunciou a apreensão de dois petroleiros no Estreito de Hormuz e afirmou que outras embarcações foram atingidas durante operações na região.
Paralelamente, uma agência britânica de segurança marítima informou que um navio pegou fogo próximo à costa de Omã, sem confirmar a autoria do incidente.
As ações elevaram a pressão sobre a navegação no Golfo Pérsico, em meio aos ataques americanos para manter aberta a passagem pelo estreito.
A tensão também aumentou após os houthis, aliados do Irã, anunciarem um bloqueio marítimo contra a Arábia Saudita, ampliando o risco para o transporte internacional de petróleo.
Apesar da intensificação dos confrontos, Teerã informou que continuava mantendo contatos indiretos com Washington por meio de países mediadores, entre eles Omã, Catar e Paquistão, enquanto os Estados Unidos afirmavam que a campanha militar prosseguiria contra alvos considerados estratégicos para a capacidade militar iraniana.
Mortes americanas
Além dos ataques contra instalações militares, o conflito também provocou baixas entre as tropas americanas. Dois militares dos Estados Unidos morreram na Jordânia e outro perdeu a vida no Iraque durante operações relacionadas à guerra.
O Pentágono informou ainda que quase 100 integrantes das Forças Armadas ficaram feridos desde a retomada das hostilidades em julho, sendo a maioria dos casos de concussões leves.
Diante da escalada, o Departamento de Estado dos Estados Unidos passou a alertar cidadãos americanos sobre a possibilidade de novos ataques iranianos contra interesses do país no exterior.
Ao mesmo tempo, as restrições à navegação no Estreito de Hormuz contribuíram para a alta do petróleo nos mercados internacionais, refletindo o temor de interrupções em uma das principais rotas globais de transporte de petróleo e gás.

