A economia brasileira e o cenário internacional foram marcados por decisões políticas, investigações financeiras e oscilações nos mercados. Um dos destaques foi a aprovação, em primeiro turno na Câmara, da Proposta de Emenda à Constituição que destina recursos mínimos ao Sistema Único de Assistência Social (Suas). Considerada uma “pauta-bomba” pela equipe econômica, a medida pode gerar impacto de até R$ 100 bilhões em dez anos, ampliando as preocupações com o equilíbrio fiscal do país (O Globo).
No campo político-financeiro, documentos da Receita Federal enviados à CPI do Crime Organizado apontam repasses milionários do Banco Master a escritórios de advocacia e empresas ligadas a figuras públicas e ex-autoridades. Os pagamentos envolveram nomes como Henrique Meirelles e Guido Mantega, além de empresas de consultoria e comunicação, levantando questionamentos sobre a relação entre o setor privado e agentes políticos (Folha de S.Paulo). Ainda segundo a investigação, o Banco Central identificou indícios de irregularidades envolvendo um ex-diretor da instituição, reforçando o escrutínio sobre o sistema financeiro (Folha de S.Paulo). Paralelamente, declarações do presidente do BC, Gabriel Galípolo, de que não há evidências contra seu antecessor, Roberto Campos Neto, geraram tensão nos bastidores do governo (O Globo).
No âmbito institucional, o presidente Lula adiou a definição de nomes para diretorias vagas no Banco Central, buscando evitar instabilidade nos mercados em meio a mudanças na Esplanada dos Ministérios (Valor Econômico). Já no setor produtivo, a Confederação Nacional da Indústria manifestou preocupação com a proposta de redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1, alertando para possíveis impactos sobre a competitividade e o emprego (O Estado de S. Paulo).
Internacional
As contas públicas seguem no centro das atenções. O Banco Mundial projeta crescimento de 1,6% para o Brasil neste ano e destaca a necessidade de continuidade da consolidação fiscal pelo próximo governo, independentemente do resultado eleitoral (Valor Econômico). No campo social, o aumento da inadimplência preocupa: quase dois anos após o fim do Desenrola, o país soma 81,7 milhões de endividados, reacendendo o debate sobre a criação de novos programas de renegociação de dívidas (Folha de S.Paulo). O governo também estuda ampliar linhas de crédito para empresas de médio porte, com garantias do BNDES, para evitar uma onda de falências (Folha de S.Paulo).
No cenário internacional, a economia global reagiu às tensões geopolíticas no Oriente Médio. A expectativa de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã impulsionou bolsas e derrubou o dólar e o petróleo, mas a instabilidade persistiu após o fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, rota estratégica para o comércio mundial de energia (O Estado de S. Paulo). O episódio evidenciou a sensibilidade dos mercados a conflitos geopolíticos e seus reflexos diretos sobre preços e investimentos.
Minas e Energia
No setor energético, o Ministério de Minas e Energia anunciou que a mistura de etanol na gasolina deverá subir para 32% ainda neste semestre, medida que visa reduzir a dependência externa e fortalecer os biocombustíveis (Folha de S.Paulo).

