A corrida presidencial de 2026 tem, até o momento, 12 nomes divulgados como pré-candidatos. As eleições ocorrem em outubro deste ano, mas os interessados ao pleito ainda são considerados pré-candidatos até agosto, quando o registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) for atualizado.
Segundo o g1, os políticos que já anunciaram suas pré-candidaturas são:
- Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
- Flávio Bolsonaro (PL)
- Ronaldo Caiado (PSD)
- Romeu Zema (Novo)
- Renan Santos (Missão)
- Aldo Rebelo (Democracia Cristã)
- Cabo Daciolo (Mobiliza)
- Augusto Cury (Avante)
- Hertz Dias (PSTU)
- Samara Martins (UP)
- Rui Costa Pimenta (PCO)
- Edmilson Costa (PCB)
Até o momento, as eleições já estão altamente polarizadas entre Flávio e Lula, sobrando pouco espaço para outras vias. Eles têm apresentado fortes resultados nas pesquisas eleitorais, conquistando sempre primeiro ou segundo lugar dos cenários apontados.
Conheça os pré-candidatos à Presidência em 2026
Lula
Atual presidente do Brasil, ele tenta em 2026 mais uma reeleição, que pode se tornar seu quarto mandato. Ele é o único político a se manter no poder por tanto tempo desde a redemocratização.
Lula se elegeu pela primeira vez em 2002 e ficou no comando do Executivo até 2009. Em 2022, quando venceu o ex-presidente Jair Bolsonaro, ele alegou que não tentaria a reeleição em 2026.
Flávio Bolsonaro
Primogênito do ex-presidente Jair Bolsonaro, o senador anunciou pré-candidatura como principal opção da direita, tentando manter o clã Bolsonaro ao se mostrar como uma representação do pai.
Ana Prestes, analista internacional e Doutora em Ciência Política e História, avalia que Flávio Bolsonaro deve manter a mesma linha de Jair Bolsonaro em um possível mandato presidencial.
Ele nunca tentou um cargo no Executivo.
Ronaldo Caiado
Pré-candidato pelo Partido Social Democrático (PSD). O governador do Goiás, saiu em janeiro de sua última legenda, o União Brasil, para tentar emplacar sua candidatura ao Planalto pelo novo partido.
Ele disputou com os governadores do Paraná e Rio Grande do Sul, Ratinho Junior e Eduardo Leite, respectivamente, para emplacar seu nome na nova legenda. Ratinho Júnior, no entanto, desistiu de disputar o cargo.
Médico, fez sua estreia eleitoral ocorreu em 1989, quando disputou a Presidência da República. Anos depois, foi eleito deputado federal por Goiás. Cumpriu cinco mandatos na Câmara: 1991-1995, 1999-2003, 2003-2007, 2007-2011 e 2011-2015.
Em 2014, foi eleito senador por Goiás com 47,57% dos votos, exercendo o mandato de 2015 a 2023. No Senado, participou em proposições relacionadas à defesa do direito de propriedade, relações internacionais, fiscalização do Executivo, políticas de saúde e direitos de pessoas com doenças raras.
Romeu Zema
Eleito governador de Minas Gerais duas vezes, Romeu Zema candidatou-se ao governo estadual em 2018, buscando levar sua experiência de gestor na iniciativa privada. Seus principais projetos envolveram a segurança pública e a mobilidade dentro do estado.
A pré-candidatura de Romeu Zema à Presidência da República deve ganhar um novo capítulo em abril, com a apresentação de um programa econômico centrado na diminuição da presença do Estado na economia. O documento, que tem lançamento previsto para o dia 16 em São Paulo, reúne propostas voltadas à flexibilização das regras trabalhistas, revisão de gastos públicos e ampliação de políticas liberais.
Renan Santos
Renan Santos é fundador do Movimento Brasil Livre (MBL) e pré-candidato pelo Missão, partido que ele dirige.
Segundo o g1, o Missão é o partido mais recente nos registros do TSE, criado em novembro do ano passado. Essa será sua primeira eleição.
Aldo Rebelo
O ex-deputado trabalhou durante seis mandatos, além de ter sido presidente da Câmara e ministro de Lula e Dilma Rousseff, pelo PCdoB, partido que fez parte por 40 anos.
Ainda de acordo com o g1, ele se afastou da esquerda nos últimos anos e migrou para o MDB, em que foi secretário de Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo. Agora, é pré-candidato pelo Democracia Cristã.
Cabo Daciolo
O ex-deputado Cabo Daciolo disputou a eleição de 2018 pelo Patriota e ficou em 6º lugar. Em geral, se popularizou por bordões e temas religiosos nos debates.
Dessa vez, anunciou a pré-candidatura pelo partido Mobiliza, que se chamava PMN.
Augusto Cury
Famoso na área da psiquiatria, em que escreveu livros best-seller de autoajuda e saúde mental, Augusto Cury, anunciou a pré-candidatura pelo Avante.
Hertz Dias
Hertz Dias é o pré-candidato do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU). Ele é professor de História da rede pública municipal e estadual de São Luís (MA).
Na eleição de 2022, ele concorreu ao governo do Maranhão e teve 0,15% dos votos (5.191 votos). As informações são do g1.
Samara Martins
O Unidade Popular (UP) escolheu Samara Martins como pré-candidata ao Planalto em 2026.
Em 2022, ela foi vice-presidente na chapa de Leonardo Péricles. Samara é dentista e trabalha no Sistema Único de Saúde (SUS) do Rio Grande do Norte.
Rui Costa Pimenta
Rui Costa Pimenta tenta a eleição deste ano pelo Partido da Causa Operária (PCO), partido do qual é um dos fundadores e atual presidente. Ele participou da fundação do PT e já foi diretor da Central Única dos Trabalhadores (CUT) na Grande São Paulo.
Pimenta já disputou os cargos de deputado federal, prefeito de São Paulo e presidente da República.
Edmilson Costa
Edmilson Costa, doutor em Economia pela Unicamp e autor do livro “Reflexões sobre a crise brasileira”, é o pré-candidato do Partido Comunista Brasileiro (PCB).
Terceira via é possibilidade?
Conforme apontado pelo colunista do O Brasilianista, Cristiano Noronha, o atual governo se encontra preocupado com a queda de favoritismo do presidente Lula diante de conflitos públicos envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal com o caso do Banco Master, assim como a forte pressão pública sobre o seu filho, Lulinha, que passou a ser investigado por suspeita de envolvimento com os golpes do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Nos últimos resultados, a rejeição do petista alcançou 56%.
Ana Prestes, analista internacional e Doutora em Ciência Política e História, acredita ser muito improvável que até outubro surja uma terceira via com qualquer viabilidade eleitoral.
“Precisariam acontecer fatores muito inesperados, como tragédias que são imprevisíveis ou alguma coisa do gênero para que em 6 meses esse formato polarizado de disputa eleitoral fosse modificado, dando passagem para algum projeto terceira via que pudesse ser considerado pela população”, avalia.
Ela reforça que isso não é um movimento único do Brasil: isso tem se repetido nos outros países da América do Sul e da América Latina que cercam o país.

