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Política

Escala 6×1 mobiliza Congresso e enche sala de Hugo Motta

O debate ganhou novos contornos com o envio, pelo governo federal, de um projeto de lei com urgência constitucional sobre o tema

Escala 6×1 mobiliza Congresso e enche sala de Hugo Motta

A proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 transformou-se em um dos principais focos de articulação política no Congresso Nacional, mobilizando parlamentares, representantes do setor produtivo e lideranças sindicais. No centro das negociações está o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), cuja agenda tem sido tomada por reuniões sobre o tema.

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A movimentação ocorre em meio ao avanço da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19 na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC). O presidente do colegiado, Leur Lomanto Júnior (União-BA), projeta a votação da admissibilidade até o final do mês, embora o calendário dependa da realização de sessões plenárias, impactadas pelo feriado de Tiradentes.

Nos bastidores, a proposta já é considerada uma das mais estratégicas da agenda legislativa. O relator, Paulo Azi (União-BA), apresentou parecer favorável à admissibilidade, apontando convergência em torno da redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e da substituição do modelo 6×1 pela escala 5×2. Ainda assim, defendeu o aprofundamento do debate, alertando para os riscos de engessamento constitucional e para os potenciais impactos econômicos da medida.

A concessão de vista coletiva, solicitada pelo deputado Lucas Redecker (PSD-RS) e apoiada por parlamentares do PL, evidenciou a resistência de setores que defendem maior cautela na tramitação da proposta.

Gabinete

Com a pauta ganhando tração, o gabinete de Hugo Motta tornou-se o principal ponto de convergência das negociações. O parlamentar tem se reunido com líderes partidários, representantes empresariais e dirigentes das centrais sindicais, que intensificaram a pressão após a Marcha da Classe Trabalhadora, realizada na Esplanada dos Ministérios.

Nesse contexto, as centrais sindicais apresentaram ao presidente da Câmara uma pauta que inclui o fim da escala 6×1, defendendo a redução da jornada sem diminuição salarial. Por outro lado, representantes do setor produtivo alertam para possíveis impactos sobre os custos operacionais, a produtividade e a geração de empregos.

Disputa

O debate ganhou novos contornos com o envio, pelo governo federal, de um projeto de lei com urgência constitucional sobre o tema. Apesar disso, Hugo Motta orientou a manutenção do cronograma da PEC, reforçando o protagonismo da Câmara na condução da matéria e evitando interferências no rito legislativo previamente estabelecido.

O relator Paulo Azi avaliou a iniciativa do Executivo como um movimento político para marcar posição, defendendo que a PEC é o instrumento mais adequado para tratar de mudanças estruturais nas relações de trabalho.