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Economia

Passagens aéreas disparam e registram aumento de 17,8% em março

Mesmo com querosene de aviação em baixa, valores médios sobem

Passagens aéreas disparam e registram aumento de 17,8% em março

O preço das passagens aéreas domésticas subiu 17,8% em março na comparação com o mesmo período de 2025, conforme dados divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). 

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A tarifa média chegou a R$ 707,16, revelando um movimento de alta, apesar da oscilação típica do setor. Na comparação mensal, também houve avanço relevante, já que em fevereiro de 2026, o valor médio de tarifa era de R$ 617,78.  

Alta mesmo com combustível mais baixo

Apesar da pressão tradicional do querosene de aviação (QAV), os dados mostram um cenário diferente. O preço médio do combustível caiu em relação a períodos anteriores, registrando preço médio de R$ 3,60 (R$ 4,17 em março de 2025). 

Ainda assim, as tarifas seguiram em alta, o que indica influência de outros fatores na formação de preços. Entre esses fatores estão o cenário internacional, incluindo os conflitos no Oriente Médio que impactam diretamente a aviação global, além de custos operacionais e estratégias comerciais das empresas. 

Segundo o gov.br, os aumentos registrados entram em margens típicas do setor, mesmo em contextos atuais de conflitos internacionais. A ANAC reforça que as tarifas médias apresentam quedas desde 2023.

Receita por passageiro sobe

Outro indicador relevante do período é o yield, medida que indica a receita por quilômetro voado. Em março, o indicador aumentou cerca de 19,4% (R$ 0,5549) na comparação com março de 2025 (R$ 0,4649), mostrando que as companhias estão conseguindo aumentar o retorno por passageiro transportado.

Ao mesmo tempo, houve redução na oferta de assentos em relação ao mesmo período em 2025. Em março deste ano, foram registrados cerca de 2,23 mi de assentos comercializados, quando, no mesmo período em 2025, a ANAC já registrava cerca de 3,02 mi de assentos vendidos. 

Grande variação de preços

Apesar da média acima de R$ 700, o mercado segue oscilando. Segundo o gov.br, quase metade das passagens vendidas em março (cerca de 45%) teve preço inferior a R$ 500, enquanto uma parcela menor foi comercializada em valores acima de R$ 1.500.

Isso reforça uma característica típica do setor aéreo, onde promoções, antecedência de compra e rota influenciam diretamente no valor final pago pelo consumidor.

A ANAC, no entanto, reforça que considera o preço médio de passagens apenas com as tarifas brutas, sem levar em consideração franquias de bagagens, marcação de assentos ou descontos promocionais promovidos por companhias aéreas. 

Setor apresenta crescimento

Mesmo com o crescimento do valor médio de tarifa, o setor aéreo brasileiro registrou avanço na demanda em março, com cerca de 10,6 milhões de passageiros transportados em voos domésticos, segundo dados divulgados pela ANAC.

Segundo o gov.br, cerca de 8 milhões de passageiros voaram em rotas domésticas, e outros 2,6 milhões circularam em voos internacionais. Para o setor doméstico, esse número representa uma alta de 1,3% em relação a março de 2025; enquanto no segmento internacional, o crescimento chegou a 8,9%.

O setor de cargas, por sua vez, registrou uma leve retração em relação à março de 2025. Neste ano, o setor processou cerca de 38,8 mil toneladas de carga doméstica (0,8% de redução) e 78,6 mil toneladas de carga internacional. Esses números representam queda total de 0,3%.

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