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Geopolítica

Entenda justificativa para Emirados Árabes Unidos deixarem OPEP a partir de maio

País não foi o único a deixar a organização na história

Entenda justificativa para Emirados Árabes Unidos deixarem OPEP a partir de maio

Nesta terça-feira (28), os Emirados Árabes Unidos anunciaram que deixarão a OPEP a partir do dia 1ª de maio. A decisão acontece após o mesmo ter sido alvo de ataques por diversas semanas, através de drones e mísseis do Irã.

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O motivo concreto para a decisão de deixar a OPEP neste momento não foi comunicada pelos Emirados Árabes Unidos, mas o Ministério de Energia declarou que foi tomada após uma revisão de sua capacidade e política de produção, baseada no interesse nacional do país. As informações são da CNBC.

Mais flexibilidade no mercado

Em fevereiro deste ano, o país era o terceiro maior produtor de petróleo dentro da OPEP, atrás somente do Iraque e da Arábia Saudita. Sete anos após sua fundação, os Emirados ingressaram na organização, em 1967.

Os Emirados Árabes Unidos ainda afirmou que a saída da organização dará mais flexibilidade ao país nas respostas das dinâmicas do atual mercado. Além dos ataques sofridos, um ponto que acabou diminuindo a capacidade de exportação do país e ameaçou a sua economia foi o bloqueio do Estreito de Ormuz por Teerã.

“A decisão segue uma revisão abrangente da política de produção do país, bem como de sua capacidade atual e futura, e está baseada no interesse nacional e no compromisso de contribuir de forma eficaz para atender às necessidades urgentes do mercado. Reafirmamos nossa apreciação pelos esforços tanto da OPEP quanto da aliança OPEP+ e desejamos sucesso a ambos”, disse o Ministério de Energia dos Emirados Árabes Unidos, através de um comunicado.

O que é a OPEP?

Criada em 1960, no Iraque, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) tem como objetivo o estabelecimento de uma política pela qual seja comum, relacionada à produção e à venda de petróleo entre os países. Atualmente, a organização é composta por 12 países. São eles:

  • Oriente Médio: Arábia Saudita, Irã, Iraque, Kuwait e Emirados Árabes Unidos (que deixará a OPEP em maio deste ano);
  • África: Argélia, Congo, Gabão, Guiné Equatorial, Líbia e Nigéria;
  • América do Sul: Venezuela.

As informações são do Senado Federal.

Outros países que saíram

De acordo com a OPEC, durante sua história, que está perto de completar seu centenário, tiveram outros casos de países que deixaram a organização. Veja abaixo:

  • Equador: teve a primeira suspensão em dezembro de 1992, mas retornou em outubro de 2007. Após alguns anos, decidiu retirar-se novamente em janeiro de 2020;
  • Indonésia: assim como o Equador, suspendeu a primeira vez em janeiro de 2009, retornou em janeiro de 2016 e, após alguns meses, retirou novamente em 30 de novembro de 2016, na 171ª Conferência da OPEP;
  • Gabão: deixou de participar da organização em janeiro de 1995, mas retornou após mais de duas décadas, em julho de 2016;
  • Catar: finalizou sua participação no dia 1º de janeiro de 2019;
  • Angola: mais recente, se não considerar os Emirados Árabes Unidos, retirou-se no dia 1º de janeiro de 2024.

Segundo o Estatuto da OPEP, “qualquer país com uma exportação líquida substancial de petróleo bruto, que tenha interesses fundamentalmente semelhantes aos dos Países Membros, pode tornar-se Membro Pleno da Organização, se aceite por uma maioria de três quartos dos Membros Plenos, incluindo os votos favoráveis ​​de todos os Membros Fundadores”.

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