A Japan Airlines iniciará em maio um teste de dois anos com robôs humanoides no aeroporto de Haneda, em Tóquio, para tarefas de carga e descarga, em resposta à escassez de trabalhadores em um setor que emprega cerca de 4 mil funcionários, segundo a própria companhia.
Automação entra nas operações centrais dos aeroportos
Segundo a BBC, os robôs serão utilizados inicialmente em atividades de movimentação de cargas, consideradas uma das tarefas mais exigentes fisicamente dentro da rotina aeroportuária.
A iniciativa é realizada em parceria com a empresa GMO AI & Robotics, responsável pelo desenvolvimento da tecnologia aplicada no projeto. O objetivo é reduzir o esforço físico dos trabalhadores e tornar as operações mais eficientes no dia a dia.
Falta de trabalhadores impulsiona adoção
A escassez de mão de obra no Japão tem sido um dos principais fatores para a adoção acelerada de tecnologias no setor aéreo.
O envelhecimento da população e o aumento do turismo internacional ampliam a pressão sobre a infraestrutura de serviços.
Mais de 7 milhões de visitantes estrangeiros foram registrados apenas nos dois primeiros meses do ano, intensificando a demanda por operações aeroportuárias.
Expansão do uso vai além da carga
A Japan Airlines planeja ampliar o uso dos robôs para outras funções operacionais no futuro. Entre as possibilidades estão a limpeza de cabines e a operação de equipamentos de apoio em solo.
Atividades relacionadas à segurança continuarão sendo exclusivas de trabalhadores humanos.
Tecnologia avança para além da indústria
Como O Brasilianista mostrou, a inteligência artificial e os robôs humanoides já ultrapassaram o ambiente industrial e passaram a atuar em diferentes áreas da economia.
O engenheiro de computação Rhikley Erick afirma que “os robôs existem há mais tempo, mas agora não estão presos apenas a uma zona industrial, estão chegando dentro das casas, veículos e afins”.
Esse movimento amplia o alcance da automação e acelera mudanças na organização das atividades profissionais.
Mercado global de robôs cresce rapidamente
O mercado de robôs humanoides deve crescer de US$ 2,1 bilhões em 2020 para US$ 7,9 bilhões em 2025. Esse avanço está ligado ao aumento de investimentos em inteligência artificial por empresas de tecnologia.
Setores como logística, saúde e atendimento ao consumidor devem concentrar a expansão dessas soluções.
Empresas buscam eficiência e redução de custos
A adoção de robôs e IA está diretamente relacionada à busca por maior produtividade nas empresas.
Rhikley Erick afirma que “o maior impacto da utilização dessas tecnologias na economia seria o fato de que para empresas gera um baixo custo operacional, alta produtividade, análises mais assertivas e detalhadas”.
Substituição de funções já ocorre no mercado
A transformação no mercado de trabalho já está em andamento com a automação de diversas funções. Erick afirma que “a perda de empregos já vem acontecendo, grandes empresas realizam demissões em massa em setores onde a adaptação foi realizada”.
Adaptação profissional ganha protagonismo
A requalificação se torna essencial para trabalhadores acompanharem as mudanças tecnológicas. Rhikley Erick afirma que “a tendência é a requalificação profissional, sendo transição de carreira ou dominar o uso das IAs em seu campo de atuação”.
Porém algumas atividades continuam dependentes de habilidades humanas. Erick afirma que “a IA não consegue ter empatia emocional, então áreas como saúde, educação e trabalhos artesanais tendem a se manter mais resilientes”.
Teste pode influenciar outros setores
Segundo a BBC, o uso de robôs já ocorre em outros aeroportos no Japão, incluindo atividades como segurança e varejo.
A ampliação dessas tecnologias acompanha o aumento da demanda por serviços e a necessidade de eficiência operacional.
O teste da Japan Airlines pode servir como referência para expansão da automação em aeroportos e outros setores da economia.

