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Geopolítica

Começa nesta terça (28) a provável última reunião do Fed sob comando de Powell: o que pode acontecer?

Mercado observa sinais sobre próximos passos da autoridade monetária americana em meio à troca de comando

Começa nesta terça (28) a provável última reunião do Fed sob comando de Powell: o que pode acontecer?

A reunião do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, começa nesta terça-feira (28) e entra no radar do mercado global por reunir dois fatores centrais: a expectativa de manutenção dos juros e a possível despedida de Jerome Powell da presidência da instituição. O encontro termina na próxima quarta-feira (29), quando também será divulgada a decisão oficial.

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Embora a chance de mudança imediata nas taxas seja vista como baixa, investidores acompanham principalmente os sinais sobre os próximos meses. Isso porque decisões do Fed costumam influenciar crédito, dólar, bolsas e juros em vários países, inclusive no Brasil.

Além da política monetária, o encontro desta semana ocorre em meio à transição de comando no banco central americano. Powell está perto do fim do mandato, enquanto o nome indicado para sucedê-lo, Kevin Warsh, ainda depende de tramitação no Senado dos Estados Unidos.

Por que o encontro movimenta o mercado?

Segundo a Revista Exame, a ferramenta FedWatch, do CME Group, apontava chance total de manutenção da taxa na faixa entre 3,50% e 3,75%, repetindo a postura das reuniões anteriores.

Quando o resultado já parece esperado, a atenção se volta para os próximos passos. Investidores tentam identificar se o banco central enxerga espaço para cortes mais adiante ou se pretende manter juros elevados por período maior.

A entrevista do presidente da instituição também costuma mexer com os mercados em poucos minutos. Mudanças de linguagem, alertas sobre inflação ou sinais sobre crescimento econômico podem alterar projeções rapidamente.

Como funciona o Federal Reserve?

O próprio Federal Reserve informa que atua como banco central dos Estados Unidos e tem como objetivos promover o máximo emprego, estabilidade de preços e juros moderados no longo prazo.

Além disso, a instituição supervisiona parte do sistema financeiro, acompanha riscos econômicos e ajuda no funcionamento de pagamentos e liquidações em dólar, moeda usada em negociações globais.

Na prática, quando o Fed sobe juros, o crédito tende a encarecer e a atividade pode perder força. Quando reduz taxas, busca estimular consumo, investimento e expansão econômica.

O que pesa na decisão atual?

De acordo com a IstoÉ Dinheiro, um dos temas centrais desta reunião é o impacto econômico da guerra no Oriente Médio, principalmente sobre a inflação.

O avanço das tensões na região elevou o preço do petróleo e aumentou preocupações sobre custos de energia. Esse movimento costuma atingir combustíveis, transporte e cadeias produtivas em vários setores.

Com preços pressionados, o trabalho do banco central fica mais difícil. O Fed precisa conter a inflação sem provocar desaceleração excessiva da economia americana.

Juros podem continuar parados por mais tempo

Parte do mercado avalia que não há ambiente claro para cortes imediatos. A inflação segue acima da meta oficial de 2%, enquanto o mercado de trabalho dos Estados Unidos ainda apresenta resistência.

Esse quadro leva analistas a apostar em postura de espera, observando novos dados antes de qualquer mudança relevante. Em reuniões assim, o comunicado ganha importância semelhante à própria decisão.

Se houver menção a riscos maiores para inflação ou incertezas externas, os agentes financeiros podem rever apostas para os próximos meses.

Powell perto do fim do mandato

Jerome Powell comanda o Fed desde 2018 e atravessou períodos de forte pressão, como pandemia, alta inflacionária e ciclos intensos de aperto monetário.

A reunião desta semana pode ser a última sob sua liderança. O presidente Donald Trump indicou Kevin Warsh para o cargo, mas a confirmação ainda depende de votação no Senado americano.

Caso o processo avance rapidamente, a próxima reunião, marcada para junho, já poderá ocorrer sob novo comando. Por isso, além dos juros, o mercado observa a transição política dentro da principal autoridade monetária do planeta.

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