O abraço entre o senador Rodrigo Pacheco e o advogado-geral da União Jorge Messias, nesta quarta-feira (29), durante a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), marcou uma mudança clara no clima político em torno da indicação ao Supremo Tribunal Federal.
A cena ocorre após um período de tensão entre o governo do presidente Lula e parte do Senado. Messias foi escolhido para a vaga aberta com a saída de Luís Roberto Barroso, mas a decisão foi tomada sem consulta prévia mais ampla a lideranças parlamentares, o que gerou insatisfação nos bastidores.
O principal foco de resistência vinha do grupo político do senador Davi Alcolumbre, que defendia o nome de Pacheco para o Supremo. A situação criou um impasse entre Executivo e Legislativo e levantou dúvidas sobre o andamento da sabatina, com possibilidade de questionamentos mais duros ou até dificuldade na aprovação.
Nesse contexto, o gesto de Pacheco ganha relevância. Ao cumprimentar e abraçar Messias publicamente, o senador, que chegou a ser apontado como alternativa para a vaga, sinaliza que não há mais disposição para confronto direto. A atitude indica uma acomodação política e reduz a percepção de que o Senado poderia impor resistência ao indicado.
Além do gesto na CCJ, houve movimentação para consolidar apoios. O Partido Socialista Brasileiro (PSB) divulgou nota defendendo o nome de Messias, destacando sua experiência e compromisso com a Constituição. Reuniões e encontros em Brasília também contribuíram para diminuir as tensões e alinhar posições.

