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Política

“Temos que aceitar”: a reação de Jorge Messias após rejeição histórica ao STF

O resultado interrompeu um processo que se arrastava há cinco meses

Clima de confronto: oposição se articula no Congresso e mira STF e governo

A derrota de Jorge Messias no Senado Federal para uma vaga no Supremo Tribunal Federal marcou um momento histórico para os brasileiros e ainda mais para quem acompanhava de perto o desdobramento do que já circulava nos bastidores. A correria e a incredulidade por parte da base governista tomou conta do Plenário e posteriormente dos corredores da Casa.

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Mesmo com um rejeição histórica, Messias adotou um tom de resignação, fé e respeito institucional. “Temos que aceitar. O Senado é soberano, faz parte do processo saber ganhar e saber perder.” Em um cenário de tensão entre Executivo e Legislativo, sua postura evitou elevar o tom e buscou transmitir estabilidade.

Messias também fez questão de agradecer ao presidente Lula pela indicação, tratando o episódio como uma etapa importante de sua trajetória: “O presidente Lula me deu uma grande honra de participar desse processo. A minha história não acaba aqui. Estou tranquilo, estou em paz, estou leve.”

O resultado:


O resultado, 42 votos contrários contra 34 favoráveis, interrompeu um processo que se arrastava há cinco meses e expôs tensões entre o governo e o Congresso. Para ser aprovado, Messias precisava de pelo menos 41 votos. A base governista projetava apoio suficiente, enquanto a oposição trabalhava para barrar o nome. A votação secreta, porém, aumentou a imprevisibilidade e acabou revelando um placar adverso ao indicado.

História

A decisão carrega peso histórico. Desde 1894, o Senado não rejeitava um nome indicado ao STF. Em mais de um século, apenas cinco indicações haviam sido barradas, todas ainda no período do governo de Floriano Peixoto.

Nos bastidores, a atuação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, foi apontada como decisiva. Segundo relatos de parlamentares, houve uma articulação para ampliar o número de votos contrários à indicação. Alcolumbre, que defendia o nome de Rodrigo Pacheco para a vaga, teria atuado diretamente na construção do cenário que levou à rejeição.

É importante destacar que o episódio deve ter desdobramentos nos próximos movimentos do governo, que precisará indicar um novo nome para a vaga e recalibrar sua relação com o Congresso em meio a um cenário político já sensível.