Publicidade
Política

Aliados de Lula defendem Jorge Messias para Ministério da Justiça

A movimentação pode ser possível resposta ao revés no Congresso e uma tentativa de reforçar as investigações do Master

Aliados de Lula defendem Jorge Messias para Ministério da Justiça

Após a derrota do governo com a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal no Senado Federal, pode estar havendo esforços de aliados em torno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para que o advogado-geral da União não volte para o seu cargo atual e assuma o comando do Ministério da Justiça. A movimentação política é vista como uma possível resposta ao revés no Congresso Nacional e uma tentativa de reforçar as investigações do caso do Banco Master.

Publicidade

Na possibilidade de Jorge Messias assumir o Ministério da Justiça, ele chegaria à pasta, que é responsável por comandar a Polícia Federal (PF), em meio às investigações envolvendo o Banco Master, em uma fase de possíveis desdobramentos decisivos, com a possibilidade de alcançar, inclusive, lideranças do centrão, conforme aponta o G1. A evolução das investigações deve chegar a mais detalhes sobre aportes de R$ 400 milhões do Instituto de Previdência do Amapá (Amprev) no Banco Master.

Há preocupação de lideranças com a possibilidade de vazamento de informações envolvendo aliados de diferentes grupos políticos, que podem ser apontados nas apurações da PF, sentimento que aumentou após a derrota do governo. Nos bastidores, há preocupações também sobre os desdobramentos das fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), caso que tem grande repercussão pelo seu alcance e pelos impactos sobre aposentados e pensionistas.

Aliado no STF

Além disso, como ministro da Justiça, Messias teria como aliado um nome próximo ao caso, André Mendonça, atual relator responsável por investigar o caso Master no Supremo Tribunal Federal. Em reação a rejeição em sabatina, Mendonça disse em suas redes sociais que Messias era um “amigo verdadeiro” e que a decisão do Senado gerou uma perda importante à Suprema Corte brasileira, conforme noticiou O Brasilianista.

“Respeito a decisão do Senado, mas não posso deixar de externar minha opinião. O Brasil perde a oportunidade de ter um grande Ministro do Supremo. Messias é um homem de caráter, íntegro e que preenche os requisitos constitucionais para ser Ministro do STF”, disse. “Messias, saia dessa batalha de cabeça erguida. Você combateu o bom combate! Deus o abençoe! Deus abençoe nosso Brasil!”, afirmou.

Sabatina Jorge Messias

Em um placar de 34 votos favoráveis e 42 contrários, a rejeição em sabatina do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a Suprema Corte pode estar expondo fragilidades nas articulações do Congresso Nacional com o governo. Na avaliação do cientista político, Cristiano Noronha, a derrota deve aumentar o distanciamento entre os poderes Executivo e Legislativo, cenário que deve impor a Lula um novo desafio em pleno ano eleitoral.

Os efeitos devem atingir também o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União). Ao anunciar a rejeição, o presidente, que decidiu não apoiar a indicação do advogado-geral da União desde o início, e, inclusive, pode ter auxiliado nas negociações para a reprovação do nome, pareceu não conseguir conter o tom acelerado, conforme apuração do O Brasilianista.

Segundo Noronha, essa articulação pode ampliar o prestígio de Alcolumbre junto à oposição, mas pode afetar seu alinhamento com o presidente Lula. “A relação com o presidente do Senado está profundamente comprometida. Davi Alcolumbre, que defendia o nome do senador Rodrigo Pacheco, aumenta seu prestígio junto à oposição depois dessa derrota do governo de ontem. Em especial, se hoje também for derrubado o veto de Lula ao PL da Dosimetria, que beneficia os condenados pelos atos do 8 de janeiro”, pontuou.

Siga as redes sociais do O Brasilianista