A oposição no Congresso Nacional intensificou a atuação nesta quinta-feira (30) e aproveitou um ambiente político considerado mais favorável para ampliar a pressão sobre o governo e o Judiciário. Desde as primeiras horas do dia, parlamentares oposicionistas chegaram ao Congresso com o objetivo de acompanhar e influenciar a votação de vetos presidenciais, incluindo temas sensíveis como a dosimetria, além de tentar inserir novas pautas no debate.
Nos bastidores o sentimento é que a estratégia vai além da agenda legislativa imediata. Líderes da oposição buscam capitalizar o momento político para ganhar protagonismo e reforçar o discurso crítico ao governo.
STF
Nesse contexto, no Salão Verde o que se fala é que cresce a ofensiva contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Parlamentares ligados à oposição intensificaram pedidos de impeachment contra nomes como Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. Embora essas iniciativas tenham baixa probabilidade de avanço jurídico, neste momento, cumprem papel político relevante ao mobilizar apoiadores e manter o tema em evidência.
Vaza Toga
Outro ponto explorado no embate político, levantado por senadores nesta quinta-feira (30), é o chamado caso “Vaza Toga”. Em janeiro deste ano, o ministro Alexandre de Moraes determinou o arquivamento de uma ação movida pela jornalista Letícia Sallorenzo, ao apontar ausência de indícios mínimos de crime, em linha com o parecer da Procuradoria-Geral da República. Apesar disso, o episódio segue como argumento de setores da oposição para questionar decisões do STF e sustentar críticas à atuação da Corte.
Jorge Messias
A oposição interpretou o resultado como um indicativo de enfraquecimento do governo no Congresso. O senador Flávio Bolsonaro afirmou que o placar representa uma resposta política à condução do Executivo e à relação com parlamentares, incluindo críticas que, segundo ele, partiriam da própria base governista. O parlamentar também associou a rejeição a um contexto mais amplo de tensões institucionais, envolvendo decisões do STF e prerrogativas do Legislativo, ampliando o significado político do episódio.
A votação rompeu um padrão histórico: foi a primeira vez, em mais de um século, que o Senado rejeitou uma indicação ao STF, algo que não ocorria desde o governo de Floriano Peixoto. Nos bastidores, parlamentares atribuem papel relevante à articulação conduzida por Davi Alcolumbre, que defendia alternativas ao nome de Messias, como o senador Rodrigo Pacheco.

