Nesta quinta-feira (30), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fará um pronunciamento para as rádios e redes televisivas às 20h30. O momento acontece antecedendo o feriado de 1º de maio, comemorando o Dia do Trabalhador.
Um dos prováveis temas abordados será o fim da escala 6×1, principal trunfo do atual presidente para as eleições deste ano. Outro tema que deve ser mencionado é o Desenrola 2.0, o novo programa de renegociação de dívidas. As informações são da IstoÉ.
Propostas do governo
De acordo com O Globo, durante o pronunciamento do presidente, o mesmo deve demonstrar que é a favor do fim da escala 6×1 e realizar os anúncios dos principais pontos do pacote de endividamento. Já os detalhes mais específicos devem ser retomados na segunda-feira (04).
Através do programa Desenrola 2.0, será permitida a troca das dívidas que estão em atraso no crédito pessoal, cheque especial e cartão de crédito, com taxas limitadas a quase 2% ao mês e sem a garantia de um contrato mais barato. O intuito dessa criação é beneficiar as pessoas que possuem dívidas em atraso de 90 dias a dois anos e que ganham até cinco salários mínimos. Os descontos disponíveis possuem uma variação de 40% a 90%.
O uso do FGTS para esse caso só será permitido com até 20% do saldo e de uso exclusivo para a quitação da dívida pendente. Após o lançamento, a renegociação fica aberta pelo período de 90 dias e o responsável por ela tem até quatro anos para realizar o novo pagamento. Por conta da limpeza de nome dos clientes cadastrados com inadimplência, é possível que haja uma carência de um mês para quitar a primeira parcela.
Reunião com Alckmin
Segundo a CNN Brasil, o presidente do Brasil se reuniu com o vice-presidente Geraldo Alckmin nesta terça-feira (28) com o objetivo de discutir o andamento da proposta. Além dele, estavam presentes bancos públicos e ministros.
Com as pesquisas eleitorais mais recentes apontando um empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a percepção do governo atual é de que o endividamento da população brasileira pressiona de forma contínua a avaliação do presidente. Inclusive, as pesquisas apontaram que, em um eventual segundo turno, a preferência, mesmo que mínima, é de Flávio para os eleitores.
O fim da escala 6×1, visando o maior tempo com a família por parte do trabalhador talvez seja outro ponto defendido por Lula no discurso. O governo chegou a enviar um projeto de lei que pedia urgência para a causa, mas Hugo Motta, presidente da Câmara, deu andamento à tramitação das PECs da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) e do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG).
Rejeição de Jorge Messias e derrubada do veto do PL da Dosimetria
A declaração de Lula ainda acontece um dia após a rejeição de sua indicação de Jorge Messias no STF (Supremo Tribunal Federal), caso que não acontecia desde 1894. Como noticiado anteriormente pelo O Brasilianista, agora Lula precisa escolher outro nome para ocupar a vaga em aberto no STF. Com isso, uma nova sabatina acontecerá. Hoje o governo também sofreu nova derrota ao ter o veto do PL da Dosimetria derrubado no Congresso.

